Depois do café, tomei o banho e todos voltamos a dormir. dividiu a cama comigo. Pareceu que hibernamos o dia todo, pois quando acordamos já estava à noite de novo. Na verdade, só acordamos porque Charlie veio nos chamar, falando que já era oito horas. Levantei em um pulo só, já berrando que seria a primeira a tomar banho, porque precisava lavar o cabelo.
Saí do banheiro enrolada na toalha e já entrou nele, me puxando pelo ombro para que saísse logo de sua frente. Aparentemente, tinha tomado banho no outro banheiro e agora já começava a arrumar seu cabelo, no qual a ajudei. Vesti um short jeans de cintura alta, um cropped bordô de renda que vinha fechado até o meu pescoço e calcei minha bota da vans que tinha umas rosas aplicadas em suas laterais que eu mesma coloquei. Então comecei a me maquiar. Fiz um olho de gato bem longo e fino apenas na parte de cima dos olhos, passei bastante rímel, deixando meus cílios bem compridos e volumosos, marquei minhas bochechas com um blush bronze e passei um batom vinho bem escuro. Penteei meu cabelo e o prendi em um coque em cima da cabeça.
Assim que saiu do banho, comecei a maquiar ela também, fazendo olhos de gato nela, mas não tão grandes que nem os meus, esfumei nos cantos e fui fazendo um degradê usando uma sombra bege. Minha amiga gostava de algo mais discreto. Depois passei um rímel, deixando seus cílios bem finos e longos. Passei um blush mais suave em seu rosto e lhe entreguei um batom nude para passar, ficava ótimo dela. Ajudei a escolher uma roupa, uma saia longa de chiffon preta com uma fenda até o meio de sua coxa e uma blusa curta de listras pretas. Ela calçou uma sandália rasteirinha linda.
Quando terminamos, vi já arrumada e meus olhos praticamente brilharam quando. Ela estava com um vestido de alça floral de fundo azul marinho com as flores em um tom de rosa claro bem fraquinho, ele ia até o meio de suas coxas, lhe dando um ar de boneca, juntamente à sua maquiagem clara, e botinha de salto curto nude. A virei e vi que o vestido tinha as costas toda aberta, com transpassados que tinham da alça.
Por fim, joguei um jato quente de secador em meu coque até ele secar o suficiente e o soltei, fazendo ondas em meu cabelo. Peguei meu chapéu fedora preto que trouxe e o coloquei em minha cabeça, fazendo uma pose, e as meninas riram. Passei meu perfume, coloquei minhas pulseiras, anéis e relógios, então por fim saímos do quarto. Quase todos os meninos já estavam arrumados, do lado de fora, nos esperando.
Sorri ao ver meu irmão olhando para com cara de bobo apaixonado, então ele se aproximou e estendeu a mão para ela, que a pegou. Eu e rimos quando ele saiu a puxando para a areia, falando alguma coisa que não deu para ouvir por causa da música alta. Passei meu braços pelo de minha prima e descemos os degraus da varanda juntas, indo até o isopor onde estava as bebidas.
— Como iniciaremos o trabalho essa noite, Senhorita ? — perguntei, olhando as cervejas e avistando outras bebidas coloridas que não fazia ideia do que eram.
— Vamos ver o que temos aqui dentro. — se abaixou e começou a mexer nas garrafas. — O que seria isso aqui azul? — Apontou uma garrafinha que estava fechada por uma rolha.
— Provavelmente deve ser curaçau blue misturado com alguma outra coisa. — Então ela pegou, abriu e deu um gole.
— Tem vodka, amei. — Deu outro longo gole. — Prova. — Provei e fiz uma careta.
— Horrível. Vou ficar na cerveja mesmo. — Peguei uma long neck para mim enquanto ria. — É impressão minha ou está tocando aquela playlist de músicas velhas do ? — perguntei reconhecendo uma música que tinha tocado no dia do pique-esconde.
— É ela mesmo! Vem! Está tocando I Gotta Feeling, eu amo essa música! — Minha prima segurou minha mão e saiu me puxando para perto da enorme fogueira que os meninos tinham armado.
Abri minha garrafa, colocando a tampinha no bolso e dando um belo gole. Eu e ficamos dançando até que uma passou o braço pelo ombro da outra e levantamos nossas garrafas, cantando o refrão da música como se estivéssemos uivando para a lua cheia. Nossas vozes quase não estavam saindo de tão alto que estávamos berrando. Senti um braço passar pelo meu outro ombro e olhei para o lado, vendo Eric, que já cantava com a gente. Ele era alto demais, então passei o meu braço por sua cintura. Quando acabou a música, começou a tocar I Love It, da Icona Pop. Começamos a pular em rodinha como três loucos, gritando a letra da música. Eu segurava meu chapéu para não cair de minha cabeça, enquanto ria de nós. Então vi que meu irmão estava olhando para a gente de um jeito curioso. Peguei e Eric pelas mãos, quase deixando minha garrafa cair, e os arrastei até , que estava com em pé, conversando perto da mesa de comida.
— , esse é o Henrik! — apresentei com um sorriso empolgado no rosto. Meu irmão ergueu as sobrancelhas e olhou para cima, encarando o loiro. — Eric, esse é meu irmão, . — Só então ele sacou quem era o menino.
— Muito prazer — disse meu amigo, estendendo a mão para , que a pegou e pelo que percebi apertou com força.
— Prazer — respondeu em um tom sério e eu ri. me lançou um olhar fulminante, o que me fez gargalhar e sair rodando e pulando ao som de I Love It.
— Hey! — falei dando de cara com , que estava extremamente lindo. — Festa! — Rodei ao redor dele, pegando sua mão e o puxando comigo, mas ele não sorriu e nem nada. — Docinho, por que está com raiva de mim? — perguntei de uma só vez, dançando e jogando minhas mãos em seus ombros com cuidado para não molhá-lo de cerveja.
— Quem disse que estou com raiva? — Colocou suas mãos em minha cintura.
— Sua cara. — Ergui a sobrancelha e dei um gole em minha cerveja. — O que eu te fiz?
— Nada — respondeu de forma seca e já foi me soltando, mas o segurei pela camisa. — Qual foi, ? Vai ficar me agarrando?
— Ow. — Levantei as mãos na mesma hora, ofendida da forma como falou, ainda mais pelo fato de falar meu nome inteiro. — Depois diz que não fiz nada. — Joguei em sua cara. — O que foi? Ficou puto porque eu estava abraçada com o ontem?
— E por que ficaria? — rebateu muito afetado para o meu gosto.
— Quer saber, . Vai pro inferno — mandei e saí andando puta com aquela merda, voltando para dentro de casa, afundando meu pé na areia.
— O que aconteceu? — perguntou, descendo os degraus da varanda e vindo em minha direção.
— O aconteceu na minha vida! — berrei, jogando meus braços para cima e parando de andar, bebendo a cerveja toda que estava na minha garrafa. — Estava indo atrás de você mesmo. Me dá um cigarro — pedi, já lhe entregando minha garrafa agora vazia e apalpando seus bolsos.
— Fica calma — pediu, me vendo pegar o seu maço e tirar um cigarro de dentro. — Não deixa ele estragar a sua festa, ouviu — falou, segurando meu queixo para que eu o olhasse. — Vem, vamos pegar algo para beber. — Pegou minha mão e saiu me arrastando de volta para a festa.
Revirei meu olhos e fui andando como se fosse uma criança que estivesse fazendo pirraça. Paramos ao lado de e , que estavam olhando para e Eric dançando, então uni as sobrancelhas, começando a ficar na dúvida se ele era mesmo gay. Ok, ele estava dançando super bem, mas a forma como o loiro estava passando a mão pela lateral do corpo de minha prima era algo meio duvidoso.
— Não é por nada não, mas eu apertava a bunda do Eric... — Olhei para dando um sorriso. — Com todo o respeito.
— Eu beijaria o com todo o respeito também. — Abri minha boca indignada com aquilo, então a olhou.
— Tem como vocês duas pararem de falar de homem? — pediu e riu do meu lado. — Além do mais, quem chamou ele? — Indicou Eric com a cabeça.
— Eu chamei — falei dando de ombros. — , cadê o isqueiro? — perguntei, segurando o cigarro ainda apagado entre meus dedos.
— Você está fumando? — e falaram juntos e eu sorri para eles, achando eles fofos por terem tido o mesmo time.
— Não, estou fazendo graça — respondi, pegando o isqueiro que me entregou. — Vou pegar algo para beber, já volto. — disse depois de ter dado a primeira tragada. Peguei uma cerveja e voltei. — Alguém quer? — ofereci.
— Bebendo cerveja? — Meu irmão estava afim mesmo de pegar no meu pé.
— É, , bebendo cerveja. Eu bebo cerveja se for Budweiser e estiver bem gelada — expliquei e vi umas oito meninas chegarem. — Opa, a nossa surpresa chegou. — Sorri, tragando o cigarro.
— E que surpresa. Era delas que você tinha falado ontem? — perguntou e eu afirmei com a cabeça. — Surpresas lindas.
— Não é? — Abri um sorriso largo. — Olha aquela loira que está falando com a . Acho que vou pegar. — Os três me olharam na mesma hora e eu ri.
— Já tem pouca mulher e você ainda quer pegar uma? — meu amigo rebateu na mesma hora.
— O que mais você vai me contar essa noite que ainda não sei? — falou, então o olhei.
— Você não sabe muitas coisas sobre mim, irmãozinho... Inclusive tenho um piercing no mamilo. — Ele ergueu as sobrancelhas. — E já tive dois namorados escondidos e não sou virgem. — Sorri no final. — Me deixe ver se esqueci de mais alguma coisa.
— Alguém está irritada — observou e eu sorri para ela. — Bastante.
— Essa festa vai queimar ou não me chamo . — Ergui uma sobrancelha e dei um gole em minha cerveja.
— Gente, essas aqui são as nossas vizinhas — disse, se aproximando com as meninas. — Essas são Sophie, Sara e Samanta. — Indicou as três primeiras, que eram loiras de olhos claros, bronzeadas, que pareciam que tinham vindo direto de Malibu. — São filhas da Beth — falou o nome da mulher que era dona da casa ao lado. — E essas aqui são as amigas delas — foi falando o nome das outras garotas. — Meninas, esses são , , e — nos apresentou e nós as cumprimentamos. — Venham, vou apresentar vocês aos outros meninos. — Saiu andando e todas as seguiram.
— Toma jeito. — Dei uma cotovelada em , que olhava uma das meninas em específico.
— O que eu fiz? — Deu uma de desentendido e o olhei enquanto tomava minha cerveja.
— Quase engolindo a menina com os olhos. Tudo o que a precisa é ter mais uma desilusão — comentei e olhei para minha prima de longe.
— É, mas não vou ficar com a hoje. — Isso me fez encarar , assim como e . — Ela terminou o noivado ontem, hoje, tanto faz. Seria escroto da minha parte se desse em cima logo agora.
— Você já estava dando em cima antes, , me poupe — rebati e lhe entreguei minha garrafa. — Acho que vou começar a te chamar de Segundo — falei e saí andando em direção à fogueira onde Eric estava sentado agora em uma cadeira de praia. — Hey, gatinho — brinquei, dando um sorriso, já mexendo meu corpo com a batida de Buttons que começou. — Vem dançar. — Fiz um gesto com a mão e me virei de costas para ele, vendo voltando sozinha agora. — E você também, gata. — Peguei sua mão e a puxei comigo.
Joguei meu cigarro na fogueira e coloquei Eric no meio de nós duas enquanto já ia colando nossos corpos, passando a mão nele assim como também fazia. Virei de costas e joguei meus braços para cima, passando minhas mãos no pescoço do loiro, rebolando e mexendo meu corpo de um lado para o outro. Senti as mãos dele passarem por minha barriga, onde o meu cropped não cobria agora, depois desceu até minha coxa. Sorri ao sentir seus lábios em minha orelha, então virei o rosto de lado e desci meus olhos para sua boca, que agora estava perto da minha. Vi vindo para trás de mim e ela passou a mão no cabelo de Eric, puxando o rosto dele em direção ao meu, quase fazendo com que nos beijássemos. Olhei para minha prima, que sorria assim como eu, então ela lançou um olhar para o lado o qual acompanhei e vi , Bradley, , e nos olhando. As mãos de seguraram minha cintura e me viraram de frente para o loiro, que riu com a gente. A perna dele se encaixou entre as minhas e nós três descemos juntos, e agora os dois passavam a mão em meu corpo enquanto meus braços estavam apenas jogados para cima. Tirei meu chapéu e coloquei ao lado do meu rosto, e com a outra mão puxei Eric pela nuca para chegar mais perto, tampando a cara dele também. Aproximei meus lábios do dele, mas não o beijei, apenas ficamos rindo daquilo como dois idiotas. Era uma pena ele ser gay. Por fim, coloquei o chapéu em sua cabeça e joguei minha cabeça para trás, encostando no ombro de . Senti os lábios de Eric passando por meu pescoço que ficou exposto. Acho que ele tinha entendido o intuito de tudo aquilo, ou não, mas não importava, o loiro estava fazendo um ótimo trabalho.
— Tem como vocês pararem com isso? — Levei um susto quando ouvi a voz de Theo, então nós três paramos e olhamos para ele. — Não sei o que querem ganhar com essa palhaçada, mas está ridículo o show. — Ergui uma sobrancelha com o jeito que ele falou.
— Está te incomodando? — perguntei irritada, pegando meu chapéu e colocando em minha cabeça.
— Está incomodando todo mundo! — respondeu de forma séria e foi a minha vez de fechar a cara. — Isso aqui não é uma boate gay para vocês ficarem se esfregando desse jeito.
— Então quer dizer que só em boate gay as pessoas dançam assim? — rebateu irritada. — Não sei em que mundo você vive, ou se foi realmente em alguma boate na vida, mas está muito enganado se acha que é só em boate gay que se dança assim. — Pensei que Eric falaria mais alguma coisa, mas ele ficou calado. — E outra, se não é para dançar, para que tem música alta?
— Porque é uma festa. Precisa ter música. — Theo travou o maxilar.
— Desculpa, eu não sabia que era para ficar sentado um olhando para a cara do outro — falei nervosa. Se nem em minha festa eu podia dançar, o que caralhos iria fazer?
— Eu só estou falando. Você está muito nervosa. — Ele me fez rir, mas foi de puro nervoso. — O jeito que vocês estão aqui está incomodando todo mundo, vim só pedir para parar. Tem como?
— Ok, cara. Vamos parar. Fica tranquilo — Eric interveio vendo que aquilo iria terminar em briga. — Não queremos brigar com ninguém. Nos desculpe se realmente afetamos vocês, mas só estávamos nos divertirmos, não pensamos que isso fosse incomodar.
— Pelo menos ele entendeu o que eu falei. — Theo olhou para mim e para . — Obrigado — falou para Eric e saiu andando.
— Você está bem? — Eric me perguntou enquanto eu estava com a cabeça baixa, com as mãos fechadas e sentindo elas suarem frio. — — chamou, mas não o olhei. Meus olhos estavam queimando de raiva por causa daquilo tudo.
— Hey, . — colocou as mãos nos meus ombros e os apertou. — Relaxa.
Saí andando para dentro de casa pela porta lateral, apressada, e já ouvi a voz de lá de dentro, então parei abruptamente no meio do corredor, sentindo dois corpos se chocarem contra o meu, olhei por cima do ombro e vi e Eric me olhando assustados.
— Eu vou embora! — gritou minha amiga. — Me dá a chave do meu Honda, !
— Você não vai a lugar nenhum. Eu vou falar com a e ela vai parar de bobeira — meu irmão rebateu.
— Não quero que você fale nada com ela, eu só quero a porcaria da chave do meu carro! — rebateu nervosa, mas não saí de onde eu estava para ver o que realmente estava acontecendo.
— O que houve? Por que a quer ir embora? — Ouvi a voz de perguntando e minhas mãos se fecharam.
— Isso é tudo culpa sua! Precisa ser um asno com a pessoa com zero controle? — ela berrou com .
— Minha culpa? Eu não fiz nada com ela para estar agindo daquele jeito. — E naquele segundo senti minhas pernas falharem.
— Nem começa, ! — mandou.
— O que está acontecendo? — apareceu atrás de mim perguntando.
— Nem começa? Eu vim aqui de boas perguntar o que estava acontecendo e você fala que a culpa é minha! — Olhei para meu amigo enquanto falava.
— Vou resolver isso. — segurou minha mão e saiu me puxando para dentro da casa. — Então seria bom você explicar o motivo de não estar falando com nós dois. — nos olhou e ficou branco.
— Eu estou falando com vocês — se defendeu. — Inclusive falei com a lá fora agora pouco.
— Falou, claro que falou — disse, olhando para ele pê da vida. — Mas quer saber, sinceramente já deu — soltei me sentindo cansada. — Já arruinei a festa, a quer ir embora por minha causa, sendo que era para estarmos todos bem, porque estamos comemorando o meu aniversário e o dela, mas pelo visto ninguém se importa com isso. Ninguém desejou parabéns para ela de novo, ou então para mim, nem eu mesma fiz isso. O que me faz concluir ainda mais que sou uma péssima amiga. — Respirei fundo e olhei para me lamentando por aquilo tudo. — Eu nem ao menos sei se serve te pedir desculpas pela milésima vez, pois parece que não faz mais sentido essa palavra na minha boca desde ontem. — Fechei minhas mãos com força e tentei não começar a chorar. — Enquanto estou tendo uma crise existencial, a está tentando abstrair com tudo o que aconteceu com ela da melhor maneira possível e isso só faz me perguntar a mim mesma que merda estou fazendo. Porque o que o que estou sentindo perto do que ela deve estar sentido, ou o que a está, não é nada. Eu sou uma puta egoísta por causa disso tudo, eu sei disso, sei que sou impulsiva e que não tenho controle de nada que faço. — Mordi meus lábios, tentando me controlar, então olhei para . — E, sim, você está agindo comigo como um idiota e nem sei o motivo disso. Não posso fazer nada se não aguenta ouvir a verdade e vou te dizer outra, você acabou de jogar terra no pouco ânimo que eu ainda tinha para festejar algo quando falou comigo daquele jeito lá fora. — Prendi o ar e levantei a cabeça, forçando meu melhor sorriso. — Mas depois de toda a merda que eu fiz de ontem até agora, não vou mais estragar a festa de ninguém, especialmente para a e para a , pois elas duas são as que mais merecem ficar bem aqui dentro dessa casa. — Sentia um nó entalado em minha garganta. — Então só vamos voltar lá para fora e pelo menos tentar fazer com que as coisas fiquem bem? — pedi por fim, antes que eu desmoronasse ali e terminasse de acabar com a festa.
Todo mundo começou a sair da sala enquanto fiquei onde estava, tentando me recuperar e andar sem sentir meus joelhos tremerem, mas meu irmão parou na minha frente depois que não tinha mais ninguém ali dentro além de nós dois. Então do nada ele me abraçou e eu só encostei meu queixo em seu ombro, envolvendo seu corpo com meus braços, fechando meus olhos com força e sentindo um par de lágrimas descerem.
— Me desculpa por ter gritado contigo hoje de manhã — pediu e eu apenas afirmei com a cabeça. — Eu não sei o que aconteceu, ninguém respondia as minhas mensagens ou atendia o celular. Vocês estavam demorando, então o sumiu e não deu notícia também — meu irmão se explicava enquanto só o escutava. — Fiquei preocupado e irritado. Aí quando vocês chegaram e vi que estava tudo bem, só restou a raiva e então vi o carro arranhado e surtei contigo. Me desculpa, não deveria ter brigado contigo e nem com o .
— Tudo bem, deixa isso para lá. — Minha voz saiu embargada e eu me afastei dele, secando meu rosto com cuidado para não borrar a maquiagem. — Agora eu só quero que tudo fique bem e que a festa não acabe. — Sorri um pouco. — Tem um monte de menina bonita lá fora esperando ser beijada e você não pode deixar elas na mão — brinquei para tentar animar o nosso humor.
— Se eu te falar que não me interessei por nenhuma Barbie Malibu, você acredita? — disse e eu ergui minhas sobrancelhas, mas ainda não sabia se realmente estava surpresa ou não.
— Como não? Elas são lindas! — Coloquei minhas mãos na cintura, fingindo indignação.
— Ué, não achei nada de atrativo nelas. E, além do mais, eu gosto de alguém já e não faz sentido ficar com alguém pensando em outra. — Aquilo sim me deixou surpresa.
— Vejam só, o gosta de alguém — brinquei, empurrando seu ombro e ele riu. — Essa pessoa está aqui? — Dei um sorrisinho de lado.
— Você já está querendo saber demais. — soltou uma risada e eu ri junto. — E, a propósito, você não tinha dito que o Eric estava ficando com a ?
— Bem, talvez o Eric seja gay? — falei em forma de sugestão e meu irmão me olhava desacreditado. — E, se está pensando que eu o beijei, não, não o beijei àquela hora. Estava apenas provocando o . — Fiz uma careta.
— Aquilo era tudo mentira? — concordei com a cabeça. — sabe que o Eric é gay? — concordei com a cabeça. — Então não entendi por que ele ficou com raiva.
— Ele ficou com raiva? — Uni as sobrancelhas e afirmou. — é maluco. — Revirei meu olhos. — Sinceramente, olha onde fui amarrar meu bodinho.
— Amarrou bem mal — zombou e lhe dei língua.
— Vamos brincar de sete minutos no paraíso? — Do nada, Troy entrou na sala perguntando com o maior sorriso do mundo, nós o olhamos e depois nos encaramos. — Todo mundo já concordou, bem, quase todo mundo.
— Ok, então — meu irmão disse, unindo as sobrancelhas, dando um sorriso engraçado. — Mas acho que ainda não estamos bêbados o suficiente para isso.
— Não seja por isso. Vamos todos tomar uma dose de tequila para começar a brincadeira — Troy respondeu e saiu correndo para fora da casa, gritando alguma coisa que não consegui entender.
— Isso não vai dar certo — comentei, olhando para e depois me sentei no sofá de três lugares.
— E você acha que eu não sei disso? — Sentou-se do meu lado. — Mas, se todo mundo topou, quem sou eu para falar que não?
— Já somos os chatos mesmo, discordar de uma brincadeira não faria muita diferença — falei e levantei. — Vou pegar uma cerveja, quer? — ofereci.
— Pode ser — aceitou, então saí da casa enquanto o pessoal já entrava nela. Corri até o isopor e voltei, vendo meu lugar ocupado por e do outro lado Theo. — Valeu — agradeceu quando lhe dei a garrafa.
— Vocês fizeram as pazes? — perguntou, nos olhando de forma desconfiada.
— Sim. — Dei de ombros e escolhi um lugar para sentar no chão, ao lado de Sara.
— Senhoras e senhores, vamos jogar sete minutos no paraíso — Troy começou e eu ri um pouco. — Mas como aqui é uma casa de jogadores que amam fazer as coisas diferentes. — Me olhou rapidamente e ergui uma sobrancelha, me perguntando o que ele estava insinuando com aquilo. — Vamos então adicionar regras novas ao jogo — continuou. — Primeiro é que não temos um armário aqui, então os sete minutos serão no banheiro social no final do corredor — informou, apontando na direção que deveríamos ir quando fosse a nossa vez. — Nós todos iremos tomar uma dose de tequila para começar o jogo. — Ergueu a garrafa. — As duas pessoas que forem escolhidas tomarão outra dose de tequila antes de entrarem no banheiro, porém, se uma dessas duas recusar de entrar, ambas tomarão duas doses e partiremos para a próxima escolha que a garrafa fará. — Nossa, estava vendo o povo ficando louco de tequila. — Mas há uma outra regra que pode salvar o amigo. Quem se opor à dupla que entrará no banheiro vai beber duas doses e tem o poder de escolher quem vai entrar no banheiro com uma das pessoas apenas, podendo até mesmo escolher a si mesma. — E, por fim, acabou sua explicação, a qual achei bem interessante. — Alguma pergunta? — Olhou para todos e levantou a mão. — Pode falar.
— O que é válido fazer lá dentro do banheiro? — quis saber e todo mundo soltou um “hmm”. — Nossa, vocês são pervertidos.
— Vale qualquer coisa. — Troy deu de ombros. — Quem decide é a dupla que vai estar lá dentro, se eles vão se beijar ou não, ou fazer coisas. — torceu o nariz. — Mais alguém?
Ninguém disse nada, então o menino começou a distribuir copos vermelhos para todos enquanto A.J. ia servindo uma dose de tequila para cada um. Eu bebi a minha sem sal e limão mesmo e aquilo desceu queimando. Fiz uma careta e balancei a cabeça, tomando um gole de minha cerveja logo em seguida para tirar o gosto da tequila de minha boca. Então Miguel e Charlie tiraram a mesa de centro e colocam uma garrafa de vodka vazia no meio, em pé, esperando todo mundo tomar a tequila. Joe se levantou e girou a garrafa quando todos terminaram de beber. A primeira dupla foi uma das Barbies e Derik, que já se levantou empolgado. Ambos tomaram a tequila e foram para o banheiro. Stephen era quem estava encarregado do tempo. Ficamos conversando, apostando se eles se beijariam ou não enquanto esperávamos. E quando eles voltaram, todo mundo ficou olhando para eles esperando alguma resposta, até que o moreno levantou os braços em vitória. Geral começou a gritar. A menina ficou vermelha e voltou a se sentar. A garrafa girou novamente e caiu no com Sara.
— Objeção! — berrei, levantando as duas mãos e todo mundo me olhou. — Pode me dar essa tequila aqui que eu que tenho o poder dessa porra toda! — Troy me entregou a garrafa e eu tomei duas doses. — Sara vai com o Charlie — falei e todos me encararam. — O que foi? — perguntei com um sorriso no rosto.
— Pensei que você ia me mandar para lá — respondeu rapidamente.
— Ainda não, . — Soltei uma risada. — O melhor a gente guarda para o final. — Pisquei para ele, que riu. A menina levantou do meu lado, então se sentou ali. — Vou cobrar mais tarde — disse em seu ouvido.
— Vai nada, não mandei me salvar. Eu queria ir. — O empurrei, ele caiu de lado rindo e voltou a se sentar direito. — Ok, vou ver o que posso fazer por você.
— falou alguma coisa contigo? — Nós dois parecíamos duas crianças cochichando.
— Não, continuou com cara fechada. — respondeu e eu suspirei. — Quer que eu dê um jeito de mandar vocês para o banheiro?
— Não precisa. — Olhei para , que estava um pouco longe de nós.
— Tem certeza? — Afirmei com a cabeça. Então logo Charlie voltou com Sara. — E aí? — perguntei e ele fez uma cara de mistério. — Não vai falar?
— Não. Vocês vão ficar curiosos — disse Charlie, rodando a garrafa, que deu em e Samanta.
— Objeção! — Dessa vez eu, Sophie, , , e que falamos juntas.
— Eita! — Joe girou empolgado. — Quem dá mais?
— Isso aqui não é um leilão — rebati. — Mas eu tomo três doses. — ergueu as sobrancelhas para mim.
— Não, o quem escolhe qual objeção é válida — meu irmão interviu e eu estreitei os olhos para . — Então, cara. — Olhou para ele.
— Sophie. — Travei meu maxilar quando escolheu ela. — Escolhe.
— Comigo. — Ela ergueu uma sobrancelha com um sorrisinho safado de lado. — Cadê a Tequila? — já pediu, estendendo o copo enquanto meus amigos estavam me olhando esperando minha reação.
— Está aqui. — Eu apenas me levantei e servi duas doses para ela e uma para que me olhava sério. — Não faça nada do que vá se arrepender depois — avisei a ele. O som lá fora estava alto, então acho que ninguém tinha me ouvido.
— Com toda a certeza não farei. — E a sua resposta fez meu peito ficar apertado. Então apenas me sentei.
— Ele vai ficar com ela — falei com , colocando a garrafa de tequila entre nós.
— Por que acha isso? — seguia os dois com o olhar.
— Porque ele acha que eu fiquei com o Eric e está com raiva disso — concluí rapidamente.
— E você não ficou? — Olhei para .
— É claro que não. — Ele me conhecia e sabia que até aquilo já era algo fora dos meus limites. — Fiz aquilo só para provocar. Além do mais, qual é o sentido de ficar com outro cara se eu gosto dele?
— Então vocês merecem o Oscar porque pareceu que tinham se beijado. — Torci os lábios com aquilo. E mais uma vez eu tinha ferrado com tudo lindamente. Comecei a procurar meu celular e vi que ele não estava comigo. — O que está procurando?
— Meu celular. Ia mandar uma mensagem para o falando que não fiquei com o Eric — expliquei e já me levantei, mas me puxou para baixo.
— Deixa que eu mando. — Pegou seu celular e começou a escrever uma mensagem para o . — Olha e vê se está bom. — Me passou o aparelho.
Se aceitou entrar no banheiro com a Sophie só por achar que a beijou o Eric, você fez a pior escolha do mundo.
Ela acabou de me contar que eles não ficaram, que fez aquilo apenas para te provocar.
Não sei se ainda não percebeu, ou se foi burro o suficiente para ignorar isso, mas a é apaixonada por você.
E só te digo uma coisa, se eu a ver chorando por sua causa, quem nunca mais vai falar com quem será eu com você e não será apenas isso que irei fazer!
Ela pode ser maluquinha, mas é minha melhor amiga e vou protegê-la sempre.
Apenas li as cinco mensagens, sentindo meu coração ficando completamente acelerado esperando para ver se ele iria ficar online, já que o WhasApp do dele não ficava azul quando lia a mensagem, assim como o meu. Só que pela demora já era tarde demais, ele não ia ver. Nessa altura, já tinha beijado a Sophie e muito mais. Por fim, entreguei o celular de volta a , desistindo de ficar olhando para a tela dele. Meu estômago queimava agora de tanto nervoso, minhas mãos suavam frio e até estavam trêmulas.
— Ele viu? — Neguei com a cabeça, então segurou minha mão. — Nossa, sua mão está suando frio. — Sorri fraco para ele, sentindo que daria um treco a cada minuto que passava. — Fica calma. não vai fazer nada, ele gosta de você.
— Nessa altura do campeonato, ele está me odiando profundamente e eu sou a culpada disso. — Peguei minha cerveja e bebi.
— Não é nada. Ele não pode te odiar sem ter certeza das coisas. — Ri do que disse. — O que é engraçado?
— Minha cara de otária — falei e bebi mais um pouco. — Já tem quantos minutos? — perguntei inquieta e ele olhou no relógio.
— Cinco. — Comecei a balançar o pé que estava debaixo da minha perna. — Fica calma, você vai dar um treco se continuar assim.
— Eu já estou dando um treco, ! — sussurrei em seu ouvido para que ninguém ouvisse meu surto. — E sabe o que é o pior? É que isso nem é ciúmes e sim raiva de mim mesma. Raiva, porque queria estar lá dentro conversando com ele e explicando isso tudo em vez de ter mandando uma mensagem.
— Ficar com raiva não vai te ajudar em nada, só vai te fazer perder o controle e fazer alguma besteira. — tinha total razão, mas aquilo era uma merda de controlar.
Meu irmão, e estavam me olhando apreensivos como se eu fosse uma bomba relógio prestes a explodir, causando dor e caos para todos os lados, mas fui respirando fundo, tentando ficar calma como tinha falado. Até que começou a tocar Baby e eu ri, mas ri tanto que caí para trás, chorando de rir.
— Meu Deus. Quem te deixou escolher as músicas, ? — perguntei, secando os cantos dos meus olhos.
— Cara, é Baby. A melhor música do mundo. — O pessoal ria da resposta do meu amigo, que começou a fazer a dancinha do Justin Bieber.
— E aí? — Samanta soltou, olhando para trás de nós.
Então olhei por cima do meu ombro, vendo Sophie já passando por nós com um sorrisinho de vitória no rosto. Voltei a olhar para trás, então finalmente surgiu pela porta do corredor, enquanto nossos amigos já gritavam, mas ele não falou nada, apenas se sentou onde estava antes sem ao menos me olhar. Peguei a maldita garrafa para rodar ela de novo, esta escorregou da minha mão por estar suada e, por reflexo, a segurei, mas o vidro bateu no piso de porcelanato, estourando na minha mão, a cortando na mesma hora. Soltei um gritinho com o susto que levei, vendo o sangue pingando no chão, sujando tudo.
— Merda. — Já fui me levantando e segurando minha mão. — Arrumem outra garrafa e continuem jogando, eu vou dar um jeito nisso e já volto — falei e fui andando para o quarto, apressada para tentar sujar o menos possível o chão.
Bati com o pé na porta do quarto e corri direto para o banheiro, ligando a torneira e enfiando a mão embaixo da água. Por mais que estivesse sangrando horrores, não estava doendo. Não sabia se era porque estava nervosa, ou se era por causa das tequilas. Vi , , , , Bradley, Eric e entrando no banheiro, um empurrando o outro para passar na porta primeiro.
— Gente, podem voltar para a sala. Só foi um corte pequeno, está tudo bem — disse, apertando meu pulso na tentativa que aquilo fosse parar de sangrar.
— Estou vendo que foi pequeno, saiu sujando tudo de sangue. — veio até mim e tirou minha mão da água. — Olha o tamanho disso, vai precisar levar ponto.
— Não, sem ponto. Não está tão grande assim. — Torci o nariz, olhando o corte. — Mas é sério, voltem para a sala, me deixem dar um jeito nisso. Se eu realmente achar que preciso de pontos, vou chamar um Uber e vou até o hospital — garanti a eles. Não fazia cerimônia quando via que a coisa era realmente séria. — Por favor, me deixem sozinha — pedi mais uma vez e me olhou reprovando aquilo. — Eu te chamo qualquer coisa.
Olhei para ela, que por fim saiu e foi empurrando o pessoal para que saísse do banheiro também. Voltei a olhar para minha mão, vendo o corte formando uma poça de sangue em minha palma, até que ouvi a porta do quarto se fechando e quando ergui a cabeça vi o reflexo de no espelho, encostado no batente da porta, me olhando com os braços cruzados.
— Está tudo bem, não vou morrer — falei, voltando a olhar para a minha mão, a colocando embaixo da água e agora soltando um pequeno gemido por ter ardido. — Porcaria — reclamei fazendo uma careta.
— Eu sei que não vai morrer — respondeu, se aproximando e fechando a torneira. — Você queria tanto que eu estivesse no banheiro com você, agora estamos em um. O que queria comigo? — Olhei para ele sem acreditar naquilo.
— Isso é sério? — Estreitei meus olhos e peguei minha toalha de banho, enrolando em minha mão esquerda. — Acho que você deveria ter voltado para a sala e continuado a jogar, que ganharia muito mais do que me fazendo essa pergunta idiota — falei, já saindo do banheiro com a mão um pouco levantada na altura do meu peito para ver se assim parava de sangrar um pouco.
— Está com raiva porque acha que eu beijei aquela garota. — Aquilo não foi uma pergunta, então me detive para não responder.
— O nome dela é Sophie — o corrigi, mordendo minha língua logo em seguida por ter dito algo. — Cadê a porcaria da minha bolsinha de remédio? — perguntei a mim mesma, já mexendo em minha mala com a mão direita, enquanto a esquerda estava contra meu peito.
— Não faz diferença o nome dela — disse, se jogando na cama, fazendo as molas rangerem com seu peso, então o olhei por cima do ombro, vendo que ele encarava o teto. — Faz diferença o que você acha que eu fiz.
— Estou começando a achar que nunca fiz diferença em merda nenhuma na sua vida — rebati voltando a olhar para dentro da mala e quase a virando de cabeça para baixo para que tudo saísse de dentro dela e eu achasse a maldita bolsinha. — Mas que inferno! Onde está essa bosta? — Eu realmente estava começando a ficar muito nervosa e a presença do ali não estava ajudando em nada para manter meu autocontrole.
— De qualquer forma, eu não a beijei. — Ao ouvir aquilo meu coração disparou e eu parei de remexer a mala, que agora era uma grande zona de roupas reviradas. Ouvi ele levantar da cama, andar pelo quarto e depois se aproximar. — É isso aqui que você está procurando? — Mostrou minha bolsinha de remédio, então o olhei e, quando fui pegá-la, a suspendeu no ar, dando um sorriso de lado. Maldito! Por que ele tinha que ser tão lindo? — Me deixe ver isso. — Segurou meu pulso com cuidado e me guiou até a cama. — Como você conseguiu se cortar desse jeito? — perguntou quando colocou minha mão sobre sua coxa e a desenrolou da toalha, vendo o corte na lateral da minha mão, que ia do dedo mindinho até o pulso. — Isso está enorme, vai precisar de pontos.
— Não vai, só cortou por cima. — Fiz uma careta. — Não foi fundo. — Então ele virou minha mão para ver melhor, quase torcendo meu braço. — Ai — reclamei e riu um pouco. — Para de rir. — Dei um tapa em seu ombro.
— Desculpa, mas é engraçado você reclamando desse jeito. — Lhe dei língua e ele fez o mesmo. — Chega mais perto, assim eu não consigo fazer nada — pediu, já que eu estava relativamente longe dele, com o braço esticado.
— Chato — resmunguei. Fui dando pulinhos e me arrastando pela cama até sentar atrás de em cima da minha perna dobrada e a outra esticada ao lado da dele, com meu peito praticamente encostado em suas costas. — Está perto o suficiente para você? — debochei segurando o riso e ele olhou por cima do ombro, rindo um pouco.
— Ficou perfeito — ironizou, então apenas encostei minha cabeça em seu ombro, fechando meus olhos e esperando que ele fizesse um curativo na minha mão. — Me desculpe por ter estragado tudo — falou do nada e isso me fez abrir os olhos. — Eu só fiquei irritado por... — se interrompeu.
— Por? — Meu coração estava batendo tão forte que eu podia ouvir os batimentos em meu ouvido. Senti passando algo em minha mão com leveza e isso me fez recuar por ter doído. — Ai, o que foi isso?
— Fica com essa mão parada. — Segurou meu pulso com firmeza. — É água oxigenada. O corte está sujo, se não limpar, vai infeccionar — explicou. Aquela merda estava ardendo, o que me fez dar um gemido baixo. — Você não está ajudando nada se mexendo assim.
— Está ardendo, merda! — praticamente gritei em seu ouvido. — Vou cortar a sua cara e jogar água oxigenada para ver como é bom! — começou a rir, então empurrei sua cabeça para frente.
— Você é uma péssima paciente — falou rindo de mim e isso me fez morder seu ombro. — Ai! Sua cachorra! — Jogou seu corpo para frente para fugir de outra mordida minha. — Vou jogar mais água oxigenada na sua mão se for ficar me atacando. — Então parei.
— Eu te odeio, . — Ele voltou a ficar normal e pude novamente encostar a cabeça em seu ombro.
— Bem que você queria — rebateu, fazendo minhas bochechas queimarem.
— Você não falou o porquê ficou irritado comigo — disse mudando de assunto.
— Porque você não confia em mim — respondeu, me fazendo erguer a cabeça e o olhar mesmo que não desse para ver totalmente seu rosto. estava sério. — Você vive brigando com o , mas confia nele cegamente, sendo que ele já te sacaneou.
— nunca me sacaneou — o defendi no mesmo instante. — E outra, eu confio em você. De onde tirou que não confio?
— Não? Então por que ele falou com o que vocês ficaram se aparentemente não era para ninguém saber? — Ergui minhas sobrancelhas surpresa como aquele assunto ainda estava repercutindo. — Se realmente confiasse, teria me falado quando aconteceu. Além do mais, ontem rolou algo sério e você ligou para ele pedindo ajuda. Podia ter me ligado.
— , era só uma brincadeira. não faria nada para me prejudicar de verdade — expliquei com calma. No começo, eu realmente tinha me importado por ter dito aquilo sendo que havíamos prometido um para o outro que não falaríamos nunca sobre esse assunto, mas agora eu não estava mais ligando. — Não falei nada para você porque era realmente um segredo. Liguei ontem para o porque ele é meu melhor amigo e eu não queria te envolver em nenhuma confusão minha. — Gemi, puxando minha mão de novo, sentindo aquela porcaria arder.
— Pensei que eu era seu melhor amigo também. — Pelo seu tom de voz parecia que ele estava chateado.
— Você realmente está com ciúmes do ? Não acredito nisso. — Tentei puxar minha mão de volta, mas ele a segurou. — Me solta, , eu me viro sozinha.
— Não estou com ciúmes de ninguém. Só estou tentando entender o porquê você me escondeu que transou com ele. — Bufei irritada com aquilo.
— Eu não sei o que aconteceu, ok? — falei um pouco alto, irritada por ter que estar contando aquilo naquele momento. — No ano passado, o deu uma festa de aniversário na casa dele, todo mundo bebeu demais e no dia seguinte eu e ele acordamos na cama abraçados. Ele estava só de cueca e eu de calcinha e sutiã. Nenhum de nós dois consegue se lembrar de nada, então falamos que não contaríamos para ninguém — expliquei bufando e encostando a cabeça em seu ombro com força. — Está doendo, ! — berrei, passando o braço direito por sua cintura e segurando sua camisa na altura de sua barriga.
— Eu sei que está doendo, mas eu preciso terminar de limpar isso — disse igualmente nervoso. — Vou te levar para o hospital, isso não para de sangrar. — Tentei puxar minha mão, mas ele não deixou. — Para, . Toda vez que você puxa sai mais sangue.
— Não precisa me levar para o hospital. — Me encolhi um pouco e o abracei, fechando meus olhos. — Vou ficar quietinha.
— Hm, ele foi um babaca em ter falado que vocês transaram para o . — Voltou ao assunto anterior e eu concordava com ele nesse ponto. — Eu nunca teria falado nada se você me pedisse.
— Eu sei disso. — Suspirei. — Mas estávamos brincando, então no fim relevei. — Dei de ombros. — Não faz mais tanta diferença hoje em dia.
— Isso aqui não estava assim ontem quando você saiu. — Segurou minha mão direita, certamente notando os hematomas os quais tentei disfarçar com maquiagem. — O que aconteceu em Riverside, ? — olhou por cima de seu ombro, então escondi meu rosto em suas costas, o virando para o outro lado. — Que merda, tem como parar de me esconder as coisas e contar o que aconteceu? — Me encolhi um pouco, fechando meus olhos.
— Estou com vergonha de contar — admiti. respirou fundo, certamente perdendo a paciência comigo.
— Você não ligou para o para trocar o pneu da pick-up. Isso estava bem na cara quando eu o ouvi falando no celular contigo. — Gelei quando ele falou aquilo. Nossa, era muito fuxiqueiro.
— Ok. Nós fomos presas — soltei e senti largando minha mão.
— Como isso aconteceu? — quis saber. Ele voltou a mexer em minha mão cortada.
— Talvez eu tenha perdido um pouco o controle quando chegamos à casa do Daniel e o vimos dando a maior festa, além de ter uma loira pelada sentada em cima dele? — sugeri ainda com os olhos fechados, não querendo nem sentir sua reação.
— Perdeu o controle como? — E essa era a pior parte, odiava ficar descontrolada, ainda mais daquele jeito, nunca tinha acontecido comigo agredir alguém daquela forma.
— Talvez eu tenha quebrado algumas coisas e dado um soco na cara dele. — Mordi meu lábio inferior. — Isso ao ponto de ter assustado as pessoas e elas terem chamado a polícia. Acabamos sendo presas por agressão e vandalismo. — começou a rir. — Qual é a graça? — Abri meus olhos e olhei por cima de seu ombro.
— Te imaginei quebrando tudo. Deve ter sido engraçado — explicou, então o empurrei.
— Não foi engraçado. — Arregalei meus olhos. — ficou com raiva de mim por isso — lamentei me sentindo realmente mal por aquilo. — Não foi nada legal. Eu só tenho feito merda atrás de merda, magoado ela e os outros que eu gosto. — Respirei fundo, encostando minha cabeça em seu ombro. — E eu liguei para o ontem porque é o único número de celular além do meu que eu sei de cabeça.
— Entendi. Alguém fez alguma coisa contigo? — Neguei. — Talvez eu tenha ficado com um pouco de inveja de como você estava abraçando o ontem. — Um sorriso largo foi se formando em meu rosto. — Não foi ciúmes, foi só vontade de estar no lugar dele e ser abraçado daquele jeito.
— Ele não estava muito bem ontem — comentei sem entrar no assunto.
— Me pareceu muito bem quando ele começou a passar a mão em suas costas e a te puxar para perto. — estava visivelmente incomodado com aquilo.
— Ele fez para te provocar e eu achei engraçada a cara que você fez. — Cutuquei sua cintura, o que o fez pular. — Acho que, assim como eu, ele também pensou que você não ficaria tão irritado.
— Eu sei que ele fez para me provocar e foi isso me irritou. Não fico agarrando a para provocá-lo. — Senti passando pomada em minha mão.
— Mas foi com respeito — brinquei rindo um pouco.
— Não importa se foi com respeito ou sem respeito. Eu achei idiota. — Ele estava sério e isso me fez cutucar suas costelas, o fazendo pular mais uma vez. — Não faz, vai me atrapalhar aqui.
— Faço sim. — Fiz de novo e ele pulou, rindo dessa vez.
— Corta. — Me entregou uma tesoura e depois estendeu o esparadrapo esticado. Ele colocou pedaços de algodão no corte com pomada e um esparadrapo por cima, depois enrolou uma atadura bem firme na minha mão. — Acho que isso vai parar o sangramento. Está pronto — avisou, se levantando da cama e indo para o banheiro.
— Obrigada — falei, olhando para a minha mão. O curativo tinha ficado bem feito. — — chamei. Ele surgiu na porta do banheiro, secando sua mão. — Você não beijou a Sophie por causa da mensagem? — Uniu as sobrancelhas.
— Que mensagem? — perguntou e eu já me levantei correndo, indo em sua direção.
— Me dá o celular aqui. — Já tentava pegar o seu iPhone no bolso da frente de sua calça.
— Não, sai! — me empurrava para longe e eu me agarrei em sua calça. — Eu vou ficar pelado assim!
— Não tem problema, não! — Continuava puxando seu bolso até que consegui pegar o celular. — Merda! É por digital! — Olhei para ele, que estava rindo da minha cara. — Desbloqueia — pedi, estendendo o aparelho em sua direção, mas o pegou e entrou no banheiro, tentando fechar a porta para que eu não fizesse o mesmo. — Não lê isso! — berrei, travando a porta com o pé e entrando ali dentro. — Não lê! — Tampei seus olhos enquanto tentava pegar seu celular de volta.
— O que tem de tão ruim na mensagem para não querer que eu leia? — perguntou, tirando minhas mãos de seu rosto.
— Minha dignidade indo pelo ralo. — Comecei a pular, tentando alcançar seu iPhone, já que tinha esticado o braço para cima. — Por favor, não lê isso — pedi choramingando.
— Ok, não vou ler se me contar o que tem nela — disse, guardando o celular no bolso. Minhas bochechas queimaram.
— Não. Foi palhaçada minha e do — menti, tentando pegar o aparelho em seu bolso de trás, mas ele prendeu sua bunda contra a porta. — Ai, , me deixa apagar essa merda e vamos esquecer que existiu uma mensagem.
— Ok. — Me entregou o iPhone desbloqueado, então apaguei as mensagens. — Eu não beijei a Sophie porque disse a ela que tinha namorada e não a trairia — falou assim que lhe devolvi o celular.
— Hã? — Uni minhas sobrancelhas, não entendendo por que ele tinha mentido para ela. — Não seria mais fácil falar que não queria beijá-la?
— Mas eu tenho uma namorada. — Ergui minhas sobrancelhas espantada.
— Ok, você está me zoando. — Ri daquilo e me encostei na pia. me encarava sério.
— É sério, . — Meu sorriso foi se desfazendo aos poucos.
— Como assim é sério? — Neguei com a cabeça. — Não tem nada no seu Facebook e você nunca comentou sobre. Para de me zoar, você não tem uma namorada. — Empurrei sua perna com o pé, rindo um pouco.
— Não gosto de ficar expondo minha vida particular em redes sociais, você sabe disso — disse, me olhando seriamente. Meu peito começou a revirar. — E eu já te falei dela. — Senti um pouco a falta de ar.
— Você parou de falar da Taylor, automaticamente pensei que tinham terminado e não quis tocar no assunto, porque, se você não me falou nada, deveria ser algo delicado. — Mordi o canto do meu lábio inferior, tentando não parecer que estava nervosa por causa daquilo. — Por que não a trouxe?
— Não terminamos, só achei que seria um saco ficar falando dela para você toda vez que conversávamos sendo que tínhamos coisas mais interessantes para falarmos. — Deu de ombros, como se fosse algo banal. — Ah, Taylor foi viajar com os amigos dela e eu falei que ia viajar com os meus, já que sempre estamos juntos. Ela concordou, então vim para cá. — Meu olhar caiu para o chão e eu comecei a me sentir extremamente idiota.
— Gente. — Ouvi a voz de e depois ela batendo na porta. — Está tudo bem aí? — Então a abriu. — O que houve? — perguntou, olhando para a minha cara.
— Sim. — Ergui minha mão, mostrando que já estava tudo bem. — Não aconteceu nada. — Sorri tentando demonstrar que estava tudo bem. — só estava me contando que não tinha terminado com a Taylor. — fez uma careta, não entendendo nada. — A namorada dele de oitenta e quatro anos.
— Não sabia que você tinha namorada... — Então do nada ela começou a bater nele. — Não acredito que você a traiu com a Sophie!
— Ele não beijou a Sophie — expliquei, então minha prima parou.
— Ah, não? — Olhou para . — Então me desculpa. — Deu dois tapinhas no ombro dele, dando um sorriso. — Vamos voltar para a sala. — Pegou minha mão e saiu me puxando para fora. — Como assim o tem namorada? — sussurrou em meu ouvido quando estávamos no corredor.
— Estou me fazendo a mesma pergunta. Acho que preciso de mais tequila — respondi, segurando seu braço.
— Você está gelada — comentou, segurando minha mão.
— Talvez eu esteja um pouco nervosa por causa disso — admiti sentindo uma sensação péssima. Chegamos à sala. — Olá, pessoas, voltei linda e remendada. Antes que perguntem, não precisei amputar a mão. — Abri um enorme sorriso falso, tentando disfarçar. — Quem já se pegou? — perguntei, me sentando do lado do novamente.
— Já foram para o banheiro o Miguel e a Ruby, Troy e Eric, Brad e Katy, e Sara — falou e eu fui olhando para cada um deles. — Vamos começar um rodada nova agora. Preparada?
— Nasci preparada, baby. — Sorri de lado, tentando fazer minha melhor atuação. — Rodem essa garrafa aí que estou traumatizada — brinquei, já vendo se sentar no mesmo lugar que antes. Theo rodou e caiu virada para mim. — Eita, voltei bem. — Bati minhas mãos no chão. — Roda isso de novo! — Então ele o fez, parando no . — Objeção! — E todo mundo olhou para mim sem entender nada, inclusive . — Quero fazer uma coisa diferente.
— Pode falar, estamos ouvindo — meu irmão pediu.
— Eu pedi objeção, então eu escolho. Quero ir para o banheiro com a . — Apontei para a minha prima. — Com o e com... — Olhei para Brad. — O Bradley! — o pessoal começou a gritar empolgado e me encarou sério. — Como foi combo eu tomo quantas doses?
— Uma só — respondeu e todo mundo o encarou.
— É claro que não. Uma só. Até parece. — Troy pegou a garrafa. — A é quem sabe jogar isso bem. — Veio e me entregou o copo. — Um dose por entrar no banheiro, duas pela objeção e mais duas por ter dobrado. — Peguei o copo e ele encheu.
— Não, ela vai ficar louca com isso tudo. — tentou debater.
— E não é essa a intenção? — Troy falou, olhando por cima do ombro. — Ela quem quis, ela quem bebe. — Então virei aquilo tudo de uma só vez, achando que ia vomitar no final.
— Vamos nessa! — E quando me levantei eu vi as coisas girarem. Começamos todos a ir para o banheiro. — Acho que cinco doses foram muito — comentei com o , que estava do meu lado.
— Também acho. — Ele passou a mão na minha cintura. — Nem andar em linha reta você está conseguindo. — Rimos juntos e eu já fui abrindo a porta do banheiro. — , essa é a porta do quarto.
— Ah é? — Cheguei para trás e olhei a porta e a outra do lado. — Verdade. É porque elas são iguais. , fala para a sua mãe colocar uma placa de identificação nessas portas — falei, indo para a outra e me agarrando na maçaneta, indo para trás e depois para frente e abrindo a porta, vazando para dentro do banheiro.
— Prima, me lembre de não deixar você beber tequila por uma rodada — disse rindo e me segurando.
— Não seja chata. — Fiz uma careta e me sentei em cima da pia. — Olha — comecei, vendo Brad entrando por último e fechando a porta. — Vem cá, chaveirinho — chamei ele, que se aproximou, então o abracei. — Eu amo muito vocês três e por isso não posso beijar ninguém.
— Então por que chamou nós três? — perguntou, se encostando na parede.
— Oras, eu não queria ficar trancada no banheiro com o e eu confio em vocês. — Minha voz estava saindo um pouco embolada.
— Mas você ficou meia hora com ele no quarto. Qual seria a diferença de ficar mais sete minutos? — falava rindo. — De qualquer forma, vamos aproveitar que estamos aqui. Quero tirar uma selfie. — Pegou o celular e se sentou na pia. — Vem aqui, . — O puxou, ele se encaixou no meio de suas pernas e ela colocou o rosto do lado do dele. — Você disse que era para transar com ele, então eu vou mesmo. — Comecei a rir quando percebi que ela tinha gravado um vídeo.
— Vai? — perguntou empolgado.
— Não, mas ele não precisa saber disso. — Nós quatro começamos a rir. — Mandei para o Danny.
— Gente, eu quero causar! — falei, colocando as minhas duas mãos nos ombros de Bradley.
— Você já causa desde quando nasceu, — comentou rindo. — Mas o que você quer fazer?
— Zoar. — Joguei a cabeça para trás a balançando enquanto falava, fazendo meu chapéu cair, então o peguei e o coloquei de volta. — Nossa, fiquei mais tonta. — Soltei uma risada alta. — Vamos nos sujar de batom e parecer que todos nós nos pegamos! — Tirei meu batom do bolso do meu short.
— Gostei disso. — o pegou de minha mão e o abriu, já cagando a cara de . — Agora a gente faz assim. — Esfregou a cara dele com a mão e depois grudou os próprios lábios no pescoço dele, o sujando. — Toma, faz o mesmo comigo. — Deu o batom para ele. Eu e Bradley ríamos dos dois se sujando. — É a vez de vocês. — Estendendo o batom para meu amigo.
— Vai, Bradley. Faça seu trabalho! — Levantei meu cabelo para que ele me sujasse de batom. Fiquei arrepiada quando senti seus lábios tocarem meu pescoço e de forma automática puxei ele para mais perto. — Talvez isso não tenha sido uma ideia tão boa assim. — Ri um pouco alto.
— Por quê? — quis saber. Ele me olhava com um sorriso divertido.
— Ué! — disse, passando as mãos no cabelo de Brad e olhando para . — Quando o Brad beijou meu pescoço, eu fiquei com vontade de beijar ele. — Ri mais ainda, achando aquilo a coisa mais engraçada do mundo.
— Então beija ele — meu amigo falou aquilo como se fosse a coisa mais prática na existência da terra.
— Só se você beijar a — rebati já chorando de rir.
— Não vou beijar a . — Ele uniu as sobrancelhas.
— Por que você não vai beijar a ? — minha prima perguntou olhando para ele.
— Você quer que eu te beije? — questionou. Abracei Bradley, olhando a conversa dos dois.
— É claro que ela quer — respondi com a minha cabeça encostada de lado na do meu amigo. — Anda logo, . Beija ela, ou eu vou beijar.
— Ela ou o Bradley? — Me olhou curioso.
— Ela, é claro. — Ri, mas não sei se foi por causa da minha voz embolada ou por causa do que falei. — Não vou beijar o Brad.
— Mas você disse que queria beijar ele — rebateu.
— Ah, mas já passou a vontade — expliquei e olhei para o Brad. — Preciso te sujar de batom. — Dei um sorriso largo, então ele me entregou. — Fecha os olhos.
— Meu Deus, . O que você vai fazer? — Bradley me olhava de um jeito engraçado.
— Shiu. — Passei o indicador em seus lábios e aproximei meu rosto do dele, olhando dentro dos seus olhos. — Confia em mim. — Ri um pouco mais.
— Você está bêbada. — Ele ria um pouco também.
— Mas eu sou uma bêbada de confiança — disse com toda convicção. — Vai, feche esses olhos bonitinhos. — Bradley fez o que mandei. Passei o batom em seus lábios e depois passei minha mão ali o sujando. — Misericórdia! — Gargalhei. — Eu espero que o meu tenha ficado melhor do que isso. — O sujei mais um pouco, então passei batom na minha boca e deslizei meus lábios contra a pele de seu queixo e fui descendo até o pescoço, beijando a região da lateral com vontade, me empolgando.
— Hey, , vai com calma. É só para sujar de batom e não dar um chupão no menino — zombou, dando uma risada.
— Gosto de fazer bem feito o serviço — falei e voltei a beijar o pescoço de Brad. Senti suas mãos segurarem minha cintura e me puxarem mais para perto, então segurei o cabelo de sua nuca com certa força, subindo meus lábios até seu ouvido. — Não me provoca — mandei, falando de forma séria.
— Você quem começou — rebateu e eu o puxei para mais perto, fazendo seu quadril se chocar contra o meu.
— E você não vai querer entrar nesse jogo comigo. — Passei meus dentes pelo lóbulo de sua orelha. — Eu sou egoísta e estou bêbada. Se eu te beijar, vamos nos arrepender depois.
— Não me importo em ficar arrependido. — Seu nariz passou pelo meu rosto. — Você se importa?
— No momento, eu só quero tapar o buraco que está dentro de mim. Então, sim, eu me importo com você — respondi e olhei para o lado. — Puta que pariu! — berrei, vendo e se engolindo, então abri a torneira e joguei água neles, fazendo com que parassem. — Solta, porra. Assim eu vou aguar.
— Não é para aguar, é para beijar o Bradley também. — respondeu e simplesmente voltou a beijar minha prima, então os molhei.
— Mas já está bom! — falei e eles me olharam.
— O intuito da brincadeira não era beijar na boca? — perguntou. — Eu só estou seguindo o que é para ser feito. — Ergui minha sobrancelha e ela puxou de encontro a si.
— O tempo acabou! — Troy bateu na porta.
— Agora vocês se soltem! — Desci da pia e entrei no meio dos dois. — Já está bom. Chega! — Eles voltaram a se beijar comigo no meio. — Ow caralho, estão parecendo cachorro no cio! — Empurrei contra a porta, que começou a rir. — Vamos! — O empurrei para o lado, abri a porta e joguei para fora, então voltamos para a sala.
— Que porra aconteceu naquele banheiro? — perguntou assim que viu nós quatro.
— Ué! — Comecei a rir e bati com as mãos nas minhas coxas. — Fizemos o combo — expliquei. — Eu beijei o Bradley, o e a , que beijou o e o Bradley, que também beijou o .
— Qual é o problema de vocês? — soltou, unindo as sobrancelhas.
— Amiga, só faltou você lá dentro — impliquei.
— Eca. — Fez um careta. — Beijar o ? Não, muito obrigada.
— Não, você podia só me beijar se quisesse — brinquei com ela.
— Acho que eu preferiria beijar o outro . — Colocou a mão na boca quando pareceu se dar conta do que tinha dito.
— Ow! — Todo mundo berrou.
— Agora vai ter que beijar! — Comecei a pular, me desequilibrei e Brad me segurou. — Eu desafio vocês dois a irem para o banheiro! — Apontei para o corredor. — Tomo mais cinco doses!
— Não, você não vai tomar mais nada. Senta aí e sossega — mandou e eu cruzei meus braços com um sorriso.
— Você está arregando, ? — Fiz uma pose. — Olha só! Quem diria, o recusando um desafio.
— Não estou recusando nada. — Se levantou do sofá e segurou a mão de . — Vamos.
— O quê? Eu não tenho nada a ver com isso. — Minha amiga voltou a se sentar.
— Outra que não tem coragem. — Ergui minha sobrancelha e ela me olhou irritada.
— Vamos logo. — Pegou a mão de meu irmão e saiu puxando-o para o banheiro.
Olhei para com um sorriso e quando finalmente reparei como meu amigo estava, comecei a rir, ele parecia um palhaço. O idiota me empurrou de lado, o que me fez desequilibrar e cair sentada no chão, rindo assim como todo mundo.
— Me ajuda aqui! — falei e segurou minhas mãos, me puxando para cima. — Vamos lá olhar pelo basculante do banheiro se eles vão se beijar.
Saí puxando meu amigo como se fosse uma louca e corri até o lado de fora, arrastando uma lata de lixo e colocando debaixo da janela. me ajudou a subir e depois lhe dei a mão para que fizesse o mesmo. A janela estava aberta, então puxei a cortininha de renda para o lado e pude ver e . Minha amiga encostada na parede de braços cruzados, olhando para baixo e meu irmão encostado na pia, olhando para o lado. Nenhum dos dois falava ou fazia nada.
— O que aconteceu ontem? — Ouvi meu irmão perguntar, mas o som estava alto demais, então não tive certeza se era aquilo mesmo que ele tinha falado.
— Abaixa o som — pedi e pegou seu celular e abaixou, já que o iPhone dele estava conectado ao aparelho pela internet. — Valeu.
— O pneu do carro furou — mentiu sem olhar para ele.
— Quem vocês querem enganar com isso? Eu vi que o pneu não foi trocado. — Minha vontade era de ir lá no carro e furar o pneu de verdade.
— Olha de novo, você olhou errado. — Coloquei minha mão na boca, querendo rir alto com a resposta da minha amiga. Então me desequilibrei, mas me segurou.
— Toma cuidado — falou, segurando o riso também. — Se continuar bebendo assim, vai ficar ruim.
— Se fosse para ficar boa, eu tomava remédio — respondi. — Você sabia que o ainda estava namorando a Taylor?
— O quê? — uniu as sobrancelhas. — De onde isso saiu?
— Da boca dele, oras. — Fiz uma cara de que era óbvio. — Ele me falou quando estávamos no banheiro. Disse que não beijou a Sophie porque tinha namorada.
— é maluco. Pensei que eles tinham terminado há três anos, depois que nós o conhecemos. — Afirmei com a cabeça porque eu achava a mesma coisa.
— É, eu também pensei nisso. — Voltei a olhar para dentro do banheiro, vendo e calados de novo, ambos de braços cruzados. — Mas disse que não, que ele só não falava dela para não parecer chato, sei lá. Disse também que não a trouxe porque ela foi viajar com os amigos, então ele fez o mesmo. — Me segurei no basculante para não cair de novo.
— Não acredito nisso. Ele leu a mensagem que mandei? — Neguei com a cabeça.
— Eu apaguei antes dele ver. — Respirei fundo, tentando me manter firme.
— Como você está se sentindo? — colocou a mão na parede, cercando meu corpo, certamente eu deveria estar cambaleando.
— Honestamente? — perguntei e o vi balançando a cabeça. — Péssima. Me sentindo uma idiota por gostar de um cara que tem namorada, por achar que ele sentia alguma coisa real por mim. Tenho a sensação de um buraco no peito. — Mordi meus lábios, tentando não chorar. — Eu sinceramente queria desaparecer e nunca mais precisar olhar para ele de novo, estou morrendo de vergonha de mim mesma.
— Não fica assim. A culpa não é sua se é um idiota. — encostou o queixo em meu ombro e me abraçou por trás. Só consegui abaixar a cabeça e fechar meus olhos sentindo as lágrimas pingando. — Eu também pensei que ele gostasse de você de outra forma. Sei lá, pelos eu queria achar que sim. Gostava da forma como você sorria quando estava perto dele. — Aquilo só fez meu peito doer um pouco mais.
— Eu também. — Foi a única coisa que consegui falar. Então ergui a cabeça e olhei para dentro do banheiro. — Meu Deus! — sussurrei, arregalando meus olhos e passando a mão em meu rosto, o secando sem acreditar no que eu estava vendo.
Meu irmão se aproximou de e estava a olhando de perto, então levou a mão até o rosto dela, passando o polegar por sua lateral. Céus, eu estava shippando eles dois com todas as forças que ainda me restavam. chegou com seu rosto bem perto do de . Eu estava quase berrando de emoção, tentando esquecer totalmente o que tinha me falado. Os narizes deles se tocaram e eles fecharam os olhos. Abri um sorriso enorme, eles iam se beijar.
— O tempo acabou! — Troy bateu na porta, me fazendo levar um susto e desequilibrar.
O lixo bambeou comigo e com em cima e virou conosco. pulou de cima dele como um gato e eu teria feito o mesmo se não tivesse tão bêbada, mas a única coisa que consegui fazer foi me agarrar no basculante e ficar pendurada nele. Meu amigo ria alto daquilo, então segurou minhas pernas e me desceu.
— O que está acontecendo aqui? — apareceu na porta, encarando eu e o . — Eu não acredito nisso! Vocês estavam espionando? — Arregalei meus olhos e já me virei, empurrando meu amigo para que pudéssemos sair correndo logo dali. — Tudo tem limite, menos a ! — Veio andando apressada atrás de nós, que corríamos em direção da praia, mas ela parou. — Vaca!
— Tenho limite sim! — falei, dando um pulo e me virando de costas. — Mumumumu. — Virei e continuei andando.
e eu chegamos à praia enquanto ríamos de nós dois. Eu não sei nem como não havia me embolado em minhas próprias pernas e enfiado a cara na areia. Olhei para meu amigo, que ria ainda com sua cara e pescoço todos sujos de batom. Fui até a mesa de comida e peguei um guardanapo, voltei e limpei , que depois me limpou, mas certamente minha pele ainda deveria estar avermelhada por causa do pigmento do batom. Vi o pessoal já voltando para a praia, certamente tinham acabado com a brincadeira. Meu irmão me olhou sério e foi pegar algo para beber. Saí correndo atrás dele e pulei em suas costas, fazendo nós dois cairmos na areia.
— Sai de cima de mim, peste! — me xingou enquanto eu ria. Levantei e estendi a mão para ele, que a pegou e se levantou. — Me sujou todo de areia.
— É uma festa na praia, é claro que vai se sujar de areia. — Sorri e passei a mão em sua roupa. — É da que você gosta? — Eu já sabia disso, só queria a confirmação.
— É — respondeu, olhando para os lados. — Mas fica quieta, não é para sair falando isso por aí.
— Minha boca é um túmulo. — Fiz sinal de que ficaria de boca fechada.
— Que está com cheiro de tequila — zombou rindo, então o empurrei rindo junto com ele. — Por que não quis entrar no banheiro com o ? — dei de ombros e peguei sua garrafa de cerveja, balançando meu corpo com a batida da música.
— Não tinha nada para fazer com ele dentro do banheiro. — Ergui a garrafa para cima e fui descendo até o chão. — Não temos nada para conversar também, então seria perda de tempo.
— O que aconteceu entre vocês? Eram amigos e agora parece que se odeiam. — Ergui as mãos como que dizia que não fazia ideia. — Como não sabe?
— Ué, só não sei. Não estou afim de falar com o e fim. — Fechei os olhos e balancei a cabeça, segurando meu chapéu, sentindo meu cabelo indo de um lado para o outro. — E também não faço diferença para ele, então...
— Então? — Meu irmão estava esperando eu continuar a falar.
— Então não faz sentido. — Ri e abri meus olhos, rindo mais e bebendo um pouco.
— Realmente, você não faz sentido. — negou com a cabeça e se virou, pegando outra cerveja para ele, já que peguei a sua. — Vou falar com o .
— Para quê? — Ergui uma sobrancelha e peguei sua mão, girando e usando meu irmão como apoio para não cair.
— Ele não está bêbado, pode me responder alguma coisa que tenha sentido. — Balancei a cabeça em negação. — Não o quê?
— Não vale a pena. — Ri alto. — Faça companhia para a , vale muito mais. — Sorri de lado para ele.
— Queria ver você bem. — Me olhou com seriedade. Suas palavras tinham doído em mim.
— Eu estou bem, — menti, colocando a mão em seu ombro.
— Não está, você está em modo de autodestruição, já te vi assim antes. — Revirei meus olhos, porém ele tinha razão. — Seja lá o que o fez, te magoou e não estou feliz com isso. — Abaixei a cabeça, tentando disfarçar enquanto continuava a dançar. — Você beijou mesmo o Bradley, o e a no banheiro.
— Embora a diga que não tenho limites — o olhei e ri um pouco, — eu tenho. Posso estar bêbada, mas ainda sei o que estou fazendo. — Bati de leve duas vezes com a boca da garrafa em minha testa. — Não gosto de fazer coisas que vou me arrepender depois.
— Então você deveria parar de beber. Vai ficar com uma ressaca forte amanhã. — Balancei meus ombros e tocou em meus braços. — Estou preocupado contigo, você está com raiva.
— Pareço estar com raiva? — perguntei, dançado com um sorriso em meu rosto.
— Você esconde as coisas, só mostra o que quer, mas eu conheço suas atitudes, está tentando disfarçar. — É, ele estava certo, mas não ia negar.
— Talvez. — Virei e saí andando, vendo o pessoal dançando e me juntando à eles. —
We can Kiss Who we want — Cantei a letra da música, apontando para e ri logo em seguida.
—
We can screw who we want — ele cantou o que veio a seguir rindo também, então me fui para perto dele. — Pode falar, melhor playlist que você já ouviu.
— Menos, , bem menos. — Fiz um sinal para ele abaixar o ego dele e nós rimos. —
This is our rules — cantei a parte que estava tocando.
Passei meu braço por cima do seu ombro enquanto levantei a outra mão, balançando a cabeça. apareceu e pegou meu chapéu, colocando em sua cabeça enquanto cantava na boca de sua garrafa, fazendo uma careta engraçada, causando risadas em mim e no .
—
Forget the haters cause somebody loves ya — A.J. berrou bem alto e eu ri, assim como todo mundo. — Essa é a melhor noite do ano.
— Ele por acaso vai perder a virgindade? — perguntei, unindo as sobrancelhas com um sorriso de lado, desconfiada de tanta alegria.
— Certamente. A Rose pareceu interessada nele. — Ergui minhas sobrancelhas quando falou, então o olhei. — Pelo menos foi o que pareceu quando ouvi ela conversando com a Sara.
— A.J. não é de se jogar fora — comentou, me abraçando pelo outro lado. — Eu pegaria ele.
— É? Mais quem você pegaria? — parecia bem interessado em saber.
— Hm, me deixe ver... — Estreitou os olhos e olhou ao redor como se estivesse com dificuldade para enxergar. — O , mas com respeito. — Gargalhei alto, jogando a cabeça para trás. — O Brad também, mas ele seria sem respeito por ser abusado e ter te beijado daquele jeito. — Aquilo me fez rir ainda mais. — Talvez o Derik. — Fez uma careta. — Não, o Derik não. Se o Theo não fosse tão chato, eu até pegaria ele, não é de dispensar também. — Eu só conseguia rir dos comentários de . — Ah, eu pegaria o .
— Com ou sem respeito? — ele perguntou do meu lado, olhando para minha prima.
— Com e sem respeito. — riu e o olhou.
— Ow, fiquei sobrando depois dessa. — Já ia sair dali, mas os dois me seguraram. — Gente, eu sei que tenho cara de vela e que estou sem pegar ninguém já tem alguns anos, mas mesmo assim.
— Você não sabe — rebateu.
— Esquece aquilo. — Uni as sobrancelhas e ri sem mostrar os dentes.
— O que ela não sabe? — Theo se aproximou de nós com um copo na mão.
— Se eu e o transamos no aniversário dele no ano passado — expliquei e Theo riu. — Qual é a graça?
— Vocês estavam tão bêbados assim que não se lembram? — Eu afirmei com a cabeça.
— Cara, a gente bebeu muito aquela noite — falou.
— Eu sei, mas pensei que vocês se lembravam de algo. — Theo mexia seu corpo parecendo uma vassoura dançante. — De qualquer forma, vocês não fizeram nada.
— Como você sabe? — eu quis saber no mesmo instante.
— Eu estava lá com vocês — começou a falar. — passou mal e vomitou em cima de você. — Fiz uma cara de nojo. — Você o xingou, tirou a roupa e colocou para lavar, ficou de calcinha e sutiã no meio de todo mundo. — Nossa, adorava saber das coisas que eu fazia quando ficava bêbada. Eu realmente não ligava para nada quando meu nível de álcool estava elevado demais. — Aí você voltou para o quarto para me ajudar com , nós demos banho nele e o colocamos na cama. Ele dormiu e você não conseguia dormir, ficou reclamando que tudo estava girando e que parecia que estava em uma montanha russa. — Começamos a rir. — Depois voltou até a lavanderia, arrumou confusão com alguém na sala que quebrou um vaso qualquer. Tive que te buscar, você voltou para o quarto me xingando e jogou suas roupas secas em cima de mim, deitou na cama abraçando o e do nada dormiu. — Realmente, eu era completamente louca. — Eu deitei na cama e dormi um pouco, mas levantei quando era sete horas porque tinha que ir trabalhar.
— Então eu e a nunca ficamos? — Theo negou com a cabeça. Fiquei aliviada em saber daquilo.
— Ae! — berramos juntos e começamos a pular, nos abraçamos e ficamos rodando como se tivéssemos ganhado um jogo.
— Isso tudo é felicidade por saber que vocês não se pegaram? — perguntou rindo da gente.
— Claro, eu tinha nojo de mim mesma só de me imaginar beijando o — falei e me soltei dele.
— Nojo por quê? — me olhava tentando entender.
— Você é como se fosse o , só que um irmão mais novo — disse, dando de ombros e ele riu. —
It’s our party, we can love who we want — cantei para encerrar aquele assunto.
Eric se juntou a nós, abraçado com Troy, e aquilo era extremamente engraçado, pois Troy era quase da minha altura, enquanto Eric era bem alto. Sorri shippando os dois, eu amava shippar todo mundo. Começou a tocar Starphips, da Nick Minaj, e veio puxando e a colocou no meio da rodinha, então fizemos ela começar a dançar mesmo que estivesse morrendo de vergonha, que logo me puxou, me trocando de lugar com ela. Passei a mão em meu cabelo, o jogando para trás, rindo um pouco. Puxei Theo para dançar comigo e aquilo me arrancou muita risada, ele era muito duro dançando. Miguel apareceu, furando a rodinha e roubando o meio, fazendo passinhos de dança, então a gente deu espaço para ele, o incentivando a continuar, até que Ruby apareceu e o empurrou, fazendo cara de nojo e o olhando de cima a baixo.
— Aprenda como se faz, gato — disse e começou a dançar de um jeito que até me senti humilhada.
— Ow! Se fosse eu, não deixava! — berrei colocando a maior pilha.
Mas não deu tempo do Miguel revidar, já que e Joe invadiram a rodinha, dançando de um jeito muito retardado, como se fossem lombrigas e fazendo passos de dança de 1980, muito brega. Começamos a rir e Naomi entrou no meio deles, descendo até o chão com as pernas abertas, mexendo as mãos para frente e para trás e balançando sua cabeça de um lado para o outro, fazendo seu cabelo curto bater em seu rosto. A coisa toda estava ficando muito engraçada. Alguém empurrou Ella para dentro da rodinha e os outros três deram espaço para a menina, que dançava de forma meiga e tímida.
— Vamos lá, garota. Se solta! — Peguei sua mão e a rodei, fazendo seu vestido levantar um pouco.
Comecei a pular, balançando a minha cabeça, e recebi uma bundada forte, me fazendo cair em cima de Joe, que me segurou para que eu não voasse de cara na areia. Tirei o cabelo de meu rosto, olhei para ver quem tinha feito aquilo e vi Sophie no meio da roda, me olhando com um sorrisinho. Mocreia, tinha feito de propósito! , , e já me olharam preocupados, certamente pensando que eu a empurraria de volta, ou faria algo tipo jogar cerveja em sua cara. O que não eram ideias tão ruins assim.
— Você está bem? — Joe perguntou e eu balancei a cabeça, afirmando. — Releva, ela só quer chamar atenção — falou em meu ouvido.
— Está tudo bem. Não vou fazer nada — garanti. Vi entrando na roda e me puxando, tomando o lugar da Barbie Malibu.
— Vamos mostrar para ela do que somos feitas — falou, dando um sorriso e colocando a mão no chapéu. — , troca a música! — pediu e ele colocou Lose My Breath. — Boa! — Neguei com a cabeça, rindo por causa da música. Aquele menino não prestava.
já começou a dançar e eu fiquei olhando com um sorrisinho de lado, ela não entrava em um jogo para perder. Entreguei minha cerveja para Sophie como se ela fosse minha serviçal. Prendi meu cabelo em um coque com ele próprio e me aproximei dando passos lentos. Eu estava bêbada e aquilo me deixaria mais tonta ainda. Coloquei as mãos nas laterais do corpo de , de frente para ela, e comecei a descer de forma sensual, rebolando e movendo meus ombros, então voltei a subir e virei de costas para minha prima em um giro, fazendo meu cabelo se soltar. Chutei a areia para cima da loira. Automaticamente, a roda se abriu, dando mais espaço para a gente. Estufei o peito e passei a mão em mim mesma, do meu pescoço até minhas coxas. passou à minha frente, foi andando em direção de e o puxou com força, fazendo ele vir parar na minha frente. Sorri para ele e o virei para minha prima, que veio andando de forma sensual e pulou em cima dele. Ele a pegou com firmeza e rebolou em cima de . Jogou seu corpo para trás e depois voltou a subir, pulando de cima dele.
Então Sophie voltou a entrar na roda e puxou para si. Meu Deus! Isso vai dar merda. Peguei a mão de e a puxei para trás, enquanto a loira passou apenas uma perna na cintura dele e moveu seu quadril contra o de , depois virou de costas para ele e se esfregou mais um pouco enquanto nos olhava. Ergui minhas sobrancelhas quando a garota empinou a bunda e passou em meu amigo. Ow. Senti apertar minha mão com força, mas não parou ali. A Barbie Malibu pegou as mãos de e as colocou em seus peitos siliconados. Nessa hora segurei minha prima pela cintura, que já foi para avançar em cima dela. A joguei em cima de Miguel, que a segurou por trás, e apontei para mim para que ela me olhasse.
— Foca em mim — mandei e comecei a dançar de forma sexy, mas olhava por cima do meu ombro. Me aproximei dela e passei a mão em sua cintura. — Sophie quer nos provocar. Se você perder o controle, ela ganha — falei em seu ouvido. — Puxa o para dançar, vai afetar ela.
— E você? — Eu ri com sua pergunta.
— Eu não me importo em você dançando com ele — disse simplesmente. — E eu vou dançar também.
— Mas você está puta com ele — lembrou de forma preocupada.
— Segundo a , eu não tenho limites — brinquei e sorri, me afastando e virando. Minha cabeça estava muito tonta. Passei a mão em meu cabelo e fui na direção de . — Se você abrir a boca para falar qualquer coisa, eu te soco — falei com ele.
Eu mesma o puxei pela gola da camisa e o joguei para o meio da roda. já o segurou por trás e eu fui dando passos de lince em direção a eles, olhando dentro dos olhos de . Parei na sua frente e coloquei a mão em seu peito, o acariciando enquanto o olhava e dançava. Fui descendo e segurei no cós de sua calça, depois subi e o puxei de encontro ao meu corpo. Segurei seu pescoço e passei minhas unhas por ali, mordendo meu lábio inferior e lambendo o superior depois. Então o virei de costas para mim para que ficasse de frente para , que já o puxou para si. Virei de costas para ele, deslizei encostada em seu corpo e subi, já virando de novo e passando a mão nele, a colocando por debaixo de sua camisa e arranhando sua barriga. Ele se virou e pegou minha cintura, então dei uma quebrada de quadril e coloquei as mãos em seus ombros.
— Você está fazendo isso para provocar quem dessa vez? — perguntou, puxando com força meu corpo de encontro ao dele, me fazendo ficar na ponta dos pés.
— Ninguém. — Ergui minha sobrancelha e subi minha perna pelo meio das dele. — Estou te provocando? — Dei um sorrisinho e aproximei meu rosto do seu. Já que ele estava olhando para baixo, eu tive alcance fácil.
— Isso te responde? — Puxou meu quadril contra o seu e eu senti um certo volume.
— Ops. — Fiz um biquinho e aproximei meus lábios dos dele. — Não foi intencional. — O soltei, peguei suas mãos e as tirei de mim. Começou a tocar outra música, então peguei . — Já deu. Preciso de algo para beber, estou com sede. — Saí a puxando dali.
— O que houve? — minha prima perguntou.
— Cansei de dançar, só isso. — Peguei uma cerveja gelada e uma bebida colorida para ela.
— O que o falou com você? — perguntou, já me olhando enquanto abria a garrafa.
— — chamou se aproximando, então nós duas o olhamos. — Me desculpa por aquilo, eu não sabia que aquela maluca iria colocar minhas mãos nos peitos dela.
— Tanto faz, . — O ignorou e voltou a me olhar. — Então, sobre o que falávamos mesmo?