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Revisada por: Sagitário♐

Última Atualização: 6/9/25
conferia sua roupa pela milésima vez no espelho. Vestia uma saia rodada preta e vermelha, uma blusa preta que imitava um corset, meia arrastão e um coturno até a metade da panturrilha. Colares, correntes e vários anéis compunham o look e o deixavam ainda mais a cara da mulher de cabelos escuros e maquiagem pesada.
Ela se arrumava para o show de um de seus grupos favoritos, cujo ingresso havia ganhado de sua irmã, que estava se arrumando no quarto ao lado. Ambas estavam fazendo a viagem dos sonhos na Coreia, e como o aniversário de havia sido no mês anterior, Gaby, sua irmã, lhe deu um ingresso para o show do Ateez. Diferente da irmã, não era seu grupo o favorito, mas não perderia a chance de acompanhar a mais nova nessa aventura.
, tá pronta?
— Estou, o que acha? — disse, parando na porta do quarto da irmã.
— Uau, você tá mesmo querendo conquistar um deles pra você hoje com essa saia curta né? — disse rindo, fazendo a outra corar.
— Cala a boca, até parece que eles vão me enxergar naquele mundo de gente. — Revirou os olhos.
— Olha, eu não teria tanta certeza assim…
— Do que você tá falando? Tem alguma coisa que eu não sei, mas deveria?
— Não, vamos? Não quero que você se atrase pro show!
— Tá bem, vou pegar minha bolsa e vamos.
voltou para seu quarto, conferiu mais uma vez se tudo que precisava estava em sua bolsa, pegou a lightstick e caminhou para a sala onde sua irmã já a esperava. Pegaram um táxi até o estádio.
Era uma experiência diferente ir em um show em outro país: estavam acostumadas a loucura que é um show no Brasil e suas filas imensas, ali não tinha nada disso. Gaby já havia contado que precisavam ir mais cedo para a Soundcheck, o que deixou completamente maluca, mas ainda tinha mais algumas surpresas na manga.
Ao chegarem no estádio, procuraram seus lugares, e para a surpresa de , eram muito próximos ao palco.
— Gaby, você ficou maluca? Deve ter gastado uma fortuna comprando esses ingressos! — Seu tom de voz era bravo, mas os olhos brilhando deixavam bem claro o quanto ela estava feliz.
— Realmente, mas você merece. Eu estava guardando pra quando eles fossem pro Brasil, mas já que tivemos essa oportunidade, aproveitei. — Sorriu, recebendo um abraço caloroso da irmã em resposta.
— Você é mesmo a melhor irmã do mundo.
— Eu sei disso. — Sorriu o que fez a outra revirar os olhos. — Agora se prepara que já já vai começar a Soundcheck.
Não demorou muito — oito figuras apareceram no palco e uma gritaria tomou conta de todo o estádio. Ali estavam eles, o grupo que era fã desde que debutou. Ela sonhou por anos com esse momento e não poderia ser mais perfeito, eles estavam ali a metros dela.
Cantava todas as músicas enquanto balançava sua lightstick e acenava para cada membro que passava perto de onde estavam. Para a felicidade dela, Mingi, que era seu favorito, não saía de perto e já havia acenado para ela. Gaby ficou encarregada de registrar os momentos, sabia que a irmã agradeceria a ela depois.
— Esse é seu favorito, não é? Ele não tira os olhos de você. — disse para a irmã quando Mingi voltou para o lado delas pela milésima vez.
— Não, você está maluca, ele interage com todo mundo.
— Tenho certeza que não, olha lá, de novo!
O homem alto de cabelos pretos a encarava enquanto cantava e sorria.
— Ele tá te olhando, faz alguma coisa, irmã!
deu risada e escreveu algo no celular, apontando para ele em seguida. Na tela, era possível ler “tira uma foto, dura mais” nas maiores letras que o celular permitia. Depois de um tempo se esforçando para ler, ele deu uma gargalhada e fingiu tirar uma foto de com os dedos, o que fez o coração da garota parar por um breve instante.
— EU DISSE QUE ERA PRA VOCÊ!!! — Gaby gritou animada, tirando a irmã do transe.
— Me diz que você gravou isso. — Uma pálida virou perguntando para a irmã.
— Óbvio que sim. Eu sou a melhor irmã do mundo, esqueceu? — As duas riram e voltou a prestar atenção no palco.
Não demorou muito e a soudcheck chegou ao fim. O coração de continuava acelerado com a emoção de tudo que acabara de acontecer.
— Meu Deus, eu não acredito no que acabou de acontecer, Gaby…
— Eu disse, ele estava te comendo com os olhos desde que veio pra esse lado. Acho que você tem chances, irmã.
— Deixa de ser maluca! Ele sempre fica de graça flertando com as fãs, só dei sorte de ser mais uma — disse, dando de ombros e tomando um pouco de água.
— Eu ainda acho que não foi só isso, mas tudo bem, se você diz…
Ficaram conversando e vendo os vídeos que haviam feito da soundcheck até que desse a hora do show, o que não demorou muito, eles eram bem pontuais.
O estádio, que agora estava completamente lotado, foi à loucura. Não era nada comparado com a recepção brasileira, mas as garotas ficaram impressionadas, não esperavam tanta animação do público coreano.
sabia cada letra de cor, cantava todas, até mesmo as em coreano. O show era impecável, os figurinos incríveis e as coreografias exatamente como se via nos vídeos. Mingi continuava encarando sempre que possível, e ela não perdia a chance de flertar de volta, e aproveitava das próprias letras e coreografias para isso, o que às vezes arrancava um sorriso ladino do homem.
O show já se encaminhava para o final e os rapazes se despediram do público quando Mingi veio em sua direção. Com um sorriso enorme, mais uma vez fingiu tirar fotos de com sua câmera imaginária. Ela, por sua vez, lhe mandou um beijo, o que o fez sorrir ainda mais e dar uma piscadinha rápido para a garota.
E assim, chegou ao fim o show. todos já estavam se movimentando para voltarem aos seus lares e estava prestes a fazer o mesmo.
— Espera, irmã, não vamos ainda.
— O quê? Por quê? Acabou, Gaby, não tem mais nada não.
— Tem sim, vamos para a sessão de send off.
— A GENTE O QUÊ? VOCÊ TÁ MALUCA?
— Eu disse que tinha uma surpresa! E era essa!! Consegui a send off para nós duas, claro, não vou perder a chance de ver você frente a frente com eles. — Ela riu.
— Mas, irmã, você deve ter gastado muito dinheiro! E devia ter me avisado, poxa, eu teria trazido algum álbum para eles autografarem ou algo assim!
— Relaxa, eu fiz por você. Trouxe aquele álbum que você comprou esses dias aqui.
— Caralho, você é mesmo a melhor irmã do mundo. — As duas riram e seguiram para o local onde se organizava a fila para o send off.
nunca imaginou que conseguiria ter essa oportunidade, ainda mais durante sua viagem tão sonhada para a Coreia! Suas mãos tremiam enquanto encarava a porta por onde os membros do Ateez poderiam sair a qualquer momento. O álbum em mãos esperava pela chance de conseguir um autógrafo pelo menos, deu sorte de conseguir um lugar na frente da fila onde todos a poderiam ver.
Logo eles apareceram, nem sempre todos apareciam, mas naquele dia, todos estavam lá, o tempo era curto, mas conseguiu pelo menos dizer que amava a todos eles enquanto sorriam e autografavam seu álbum. O último a chegar foi Mingi, não achou que fosse possível, mas sentiu seu nervosismo aumentando e as mãos tremendo ainda mais. Seu bias estava ali, pertinho e prestes a falar com ela. O fato de ele ser muito mais alto do que ela imaginava a deixava ainda mais nervosa.
— Olha só, a menina da foto! — disse chegando até ela.
— O que acha da gente tirar uma foto? Assim posso te marcar e você vai poder guardar ela — ela disse fazendo-o gargalhar.
— Claro, acho uma ótima ideia. — Ele sorriu mordendo o lábio inferior, olhando-a de cima a baixo, em seguida pegou o celular da garota tirando uma foto com ela, ambos sorrindo. — Qual o seu nome baby? — Ele disse isso com uma naturalidade que, por uma fração de segundo, ela achou ter esquecido seu nome.
— É .
, é um nome lindo. — Ele sorriu e seguiu a fila.
— Que porra foi essa? — Gaby disse rindo e trazendo a irmã de volta a realidade.
— Isso aconteceu mesmo?
— Pra caralho! — As duas riram. — Ele parecia muito estar a fim de você! Droga, a gente podia tanto encontrar ele fora daqui!
— Infelizmente a vida não é uma fanfic, irmã. Vamos esperar a maioria do pessoal sair antes de irmos embora, minhas pernas estão bambas ainda. — Riu, apoiando o braço no ombro da irmã que ria.
Ficaram conversando sobre o quão surreal havia sido aquele momento e como cada um dos meninos haviam sido incríveis com ela. Gaby mostrava animada para a irmã que havia conseguido um autógrafo de San no seu Photocard, ele era seu favorito. Estavam conversando animadas e rindo quando um homem com a camiseta sinalizando staff se aproximou delas, já não havia mais pessoas por perto, apenas algumas indo embora. Quando chegou até elas, percebeu ser o mesmo que estava ajudando Mingi minutos antes.
— Com licença, alguma de vocês é ?
— Sim, sou eu.
— O senhor Song pediu para lhe entregar isso e esperar pela resposta.
Ele lhe entregou um papel com uma frase escrita à mão: “pode me passar seu número?”
Ela olhou para a irmã, que confirmava com movimentos animados de cabeça.
— Você tem uma caneta aí para eu poder responder? — perguntou para a irmã.
— Aqui, eu tenho. — O staff entregou, ela agradeceu e anotou seu nome e telefone, mesmo que achasse aquilo uma grande maluquice.
— Aqui, obrigada por trazer o recado.
— Eu que agradeço, será repassado ao senhor Song — ele agradeceu e voltou para onde todos haviam saído mais cedo.
— MEU DEUS, ELE PEDIU SEU NÚMERO?! ELE TÁ MUITO A FIM DE VOCÊ, !
— CALA ESSA BOCA, MENINA! Fica quieta, quer que alguém ouça isso?
— Por mim, eu sairia contando pra todo mundo que minha irmã conquistou um idol.
— Pois você cale essa boca! Ele provavelmente nem vai me mandar mensagem, ele tem mais o que fazer e muita mulher atrás dele.
— Mas pelo jeito ele quer uma brasileira pra mostrar um pouco de cultura para ele. — Ela tinha um sorriso safado no rosto que fez a irmã rir e lhe dar um leve tapa no ombro.
— Cala essa boca e vamos para casa, estou morrendo de fome.
Saíram do estádio e seguiram direto para uma loja de conveniência 24 horas próxima de onde estavam hospedadas. Comeram ramen enquanto conversavam sobre a experiência que haviam acabado de viver e o quanto tudo aquilo era surreal. estava realmente grata à irmã por tudo que tinha lhe proporcionado.
Voltaram para casa, cada uma para seu quarto. Após um longo banho, colocou seu pijama e se jogou na cama, estava totalmente exausta. Assim que pegou o celular para passar um tempo rolando as redes, viu que havia uma mensagem de um número desconhecido.
“Oi , aqui é o Mingi, espero que tenha me passado seu número certo haha”
Ela abriu a notificação e ficou encarando a tela por uns minutos. Não era possível, será que era ele mesmo? Ao conferir a foto de perfil, era definitivamente uma foto dele, e que não havia visto antes, o que provava não ter sido pega de alguma outra rede social.
“Não acredito, é você mesmo? Não achei que me mandaria mensagem.”
Respondeu e correu para o quarto da irmã que também já estava deitada.
— ELE MANDOU MENSAGEM! — disse correndo em direção a irmã lhe mostrando o celular.
— NÃO ACREDITO! VOCÊ ESTÁ MESMO VIVENDO UMA FANFIC! — Ela se sentou na cama pegando o celular para ver o que havia mandado.
— Gaby, você acha que pode não ser ele?
— Olha, até pode, mas eu escolhi acreditar que é ele si…
Antes que pudesse terminar a frase, o celular vibrou em sua mão lhe assustando.
— ELE RESPONDEU! — Gaby jogou o celular para a irmã.
Ao abrir a notificação, era um vídeo de visualização única. Nele podia um Mingi de cabelos molhados e sem camisa falava “sim, sou eu, isso é o bastante para te convencer?” com um sorriso no rosto.
— Meu Jesus amado, é ele mesmo. Irmã, eu vou morrer.
— Não vai nada, responde logo e vai lá pro seu quarto flertar com ele! E se ele chamar para algum rolê, diz que vamos. Eu vou junto, claro, vai que é uma roubada.
— Você é mesmo maluca — disse rindo e caminhando até a porta.
— Sou, mas eu te amo. Agora vai lá flertar com seu coreano gostosão que eu vou dormir.
voltou ao seu quarto enquanto digitava com um sorriso no rosto.
“Ok, agora acredito. Está tentando me seduzir com esse vídeo?”
Não demorou muito para chegar uma resposta.
“Funcionou? Se sim, eu estava. Se não, era só pra provar quem sou.”
Ficaram trocando mensagens por mais algumas horas, até que ambos acabaram dormindo.






acordou na manhã seguinte e desceu até a cozinha para fazer o café da manhã. Elas estavam em uma casa alugada — pequena, mas muito mais privada que um hotel, o que era ótimo.
— Nossa, que cheiro maravilhoso! — disse Gaby entrando na cozinha, prendendo os longos cabelos escuros.
— Bom dia, fiz panqueca pra gente comer.
— Acordou animada, foi? — Ela tinha um sorriso desconfiado no rosto enquanto pegava café, o que fez a irmã revirar os olhos.
— Só estava com fome, nem vem com graça.
— Eu não disse nada!
— Mas pensou que eu sei!
Começaram a comer enquanto repassavam os planos que haviam feito para aquele dia.
— Mingi chamou a gente para uma festa hoje, está a fim de ir?
— EU SABIA! — Ambas riram. — É claro que eu vou! Não vou te deixar sozinha por aí, é claro, não vou perder a chance de poder encontrar o San numa balada para poder seduzir ele com meus encantos de mulher mais velha. — Gaby disse jogando o cabelo imaginário para trás, o que fez rir.
— Muito bem, vou avisar ele então que vamos e pedir o endereço. Espero que não seja naquelas baladas chiques que custam um rim cada drink, não tenho grana pra isso não.
— Também espero. Temos mais alguns dias de viagem ainda, não dá pra gastar tudo em drink. Acho que já vou bêbada…
— Deixa disso! — Riu. — Eu não quero saber de você bêbada atrás de mim pra eu precisar ficar cuidando de você igual uma babá.
— Me respeita menina, sou maluca mas ainda sou mais velha! Acho que a gente devia ir procurar uma roupa nova para você sair hoje, o que acha?
— Não sei se é necessário. — A mais nova fez uma careta.
— Nós vamos, precisa de uma roupa que diga “olá Mingi, pronto pra ter a melhor noite da sua vida?”
— Você é muito boba, Gaby. Mas tudo bem, isso faz sentido, não tenho nenhum vestido interessante nesse nível.
— Combinado então!
Após terminar o café, cada uma voltou para seu quarto para se arrumar e saírem às compras. Antes de entrar no banho, enviou uma mensagem para Mingi confirmando que iria naquela noite. Ele provavelmente estava dormindo ainda, então continuou com suas coisas.
e Gaby passaram a tarde toda andando de loja em loja procurando a roupa perfeita, mas não achou nada que parecesse tão incrível. Acabou que optou por um vestido tubinho preto que ressaltava todas suas curvas, o que já estava de bom tamanho.
“Esse é o endereço, te espero lá pra poder te pagar alguns drinks. Estarei lá às 8”
Mingi havia enviado o endereço de um bar/balada de que elas já tinham ouvido falar, não era nada absurdamente caro e luxuoso como temiam.

*

O relógio marcava 19h40 e já estava pronta. Encarava pela milésima vez o espelho conferindo se a sua roupa estava adequada. Ela usava o vestido preto justo, um coturno de cano baixo e uma harness para dar um toque a mais em seu vestido que era básico demais, além de alguns assessórios. O cabelo hoje estava com alguns cachos soltos que ela havia feito com a chapinha para dar um ar mais sensual ao look. Foi tirada do transe pelo seu celular avisando que uma nova notificação tinha sido recebida. Era uma mensagem de Mingi.
“Já estou aqui, espero te ver hoje.”
A mensagem vinha acompanhada de uma foto dele num ambiente com luz baixa, típica iluminação de balada. No rosto, um sorriso ladino como de costume, e usava uma camisa preta com alguns botões abertos deixando seu peito à mostra. Ele estava extremamente lindo.
Já que ele resolveu provocar, pagaria na mesma moeda. Tirou uma foto no espelho, fazendo questão de ficar meio de lado para acentuar suas curvas.
“Logo estarei aí! 😉”
Guardou seu celular na pequena bolsa e foi até o quarto da irmã.
— Gaby, você está pronta?
— Estou sim, uau! — disse a mulher assim que virou para a outra que estava parada em sua porta.
— Gostou?
— Ficou incrível em você! Se não conquistar esse homem hoje, eu desisto de tudo! — As duas riram.
— Inclusive ele já mandou mensagem avisando que já chegou.
— Vamos então, vai pedindo um carro que já estou descendo.
Gaby terminava de calçar um sapato de salto, combinando com o vestido soltinho, um ar mais romântico, totalmente contrastante ao de .
Não demorou muito e elas estavam no endereço indicado na mensagem. Era um lugar com uma fachada discreta, mas estava um tanto quanto cheio lá dentro.
Assim que entraram no local, foram direto para o bar. Enquanto Gaby pedia uma bebida, pegou o celular para enviar uma mensagem para Mingi. O lugar estava cheio, seria um pouco difícil encontrá-lo. Ainda estava digitando a mensagem quando sentiu uma mão em sua cintura, o que a fez levar um leve susto.
— Te achei — ele disse baixo em seu ouvido.
— Que susto! — Riu. — Achei que seria difícil te encontrar aqui dentro.
— Eu estava numa mesa aqui perto. — Ele apontou uma mesa não muito longe dali. — Vi quando vocês entraram. — Sorriu.
— Que bom então. — Sorriu de volta. — Me deixa te cumprimentar direito. — se inclinou um pouco ficando na ponta dos pés e deu um beijo na bochecha de Mingi que pareceu surpreso. — No meu país, é assim.
— Gostei disso. — Sorriu. — Veio sozinha?
— Não, aliás… — Fez um sinal com a mão chamando Gaby para mais perto, que já tinha um drink na mão. — Essa é minha irmã, Gaby, Gaby, esse é o Mingi.
— Prazer. — Ela sorriu estendendo a mão para ele. — Eu sei quem ele é, né . Você sempre fala dele pra mim!
— Fala é? — Ele se virou para com um sorriso ladino no rosto.
— Cala essa boca, Gaby — respondeu rápido com as bochechas já coradas, o que fez os outros rirem.
— Querem ir até a mesa com a gente? Alguns dos meninos vieram com umas amigas deles.
— Eu vou lá então, só voltem para a mesa com drinks nessas mãos. — Gaby sorriu e caminhou para o lugar que Mingi havia indicado.
Assim que a mulher saiu, um silêncio meio constrangedor surgiu entre eles, mas logo Mingi fez questão de mudar isso.
— Bom, te prometi um drink, então pode pedir o que quiser.
— Poxa, só um? — fez um bico, o que o fez rir.
— Para começar, eu vou adorar se isso durar muito mais que um drink. — Ele sorriu e pediram suas bebidas ao barman.
A música era alta, mas nada ensurdecedor, o que deixava um clima mais agradável para quem quisesse conversar, porém precisavam estar bem próximos uns dos outros para isso.
— Você tá muito bonita — disse no ouvido de .
— Obrigada. — Sorriu. — Você também, mas isso você tá sempre.
— Realmente, mas ouvir isso de alguém como você, ainda é interessante.
— Ah é? E o que seria “alguém como eu”?
— Alguém gostosa pra caralho de quem eu tô muito a fim. — Direto ao ponto, ele a encarava nos olhos com um sorriso no canto dos lábios. O coração de pulou uma batida.
— Você é sempre direto assim?
— Quase sempre. Isso te assusta?
— Nem um pouco. Prefiro saber logo pra onde isso pode ir, assim não crio falsas expectativas. Mas nesse caso, parece que vai ser muito mais interessante do que eu esperava.
Ela o encarou de volta, faíscas pareciam sair do olhar de ambos. Eles estavam em sintonia com suas ideias para aquela noite.
Antes do encontro, pensou muitas vezes se deveria ou não ir. Sua ansiedade insistia em martelar em sua cabeça que ela seria apenas mais uma na listinha de mulheres que já caíram no papinho de Song Mingi, mas chegou a conclusão de que valia a pena. Ela seria mais uma na lista dele e, ele, mais um na lista dela. E afinal, era o Mingi, valeria muito a pena.
Seguiram para a mesa onde alguns dos meninos do grupo estavam, entre eles San, porém Gaby conversava animadamente com Wooyoung, o que fazia sentido, ambos eram bem extrovertidos. Ficaram ali conversando por um tempo e tomando seus drinks, Mingi não fez questão de deixar livre para conversar com os outros, ele queria saber mais sobre ela e vice versa.
Uma música que ela gostava muito começou a tocar. Levantou-se imediatamente e se virou para ele, que a olhava meio confuso.
— Eu amo essa música, quer dançar comigo ou vai ficar aí? — Sorriu e seguiu para a lista, sem se preocupar se ele a seguia.
Estava um pouco longe já da mesa, dançando no ritmo da música quando sentiu novamente aquela mão grande e quente em sua cintura — mas dessa vez o toque não era suave, era mais firme, e com um movimento a virou de frente pra ele.
— Achou que eu ia perder essa chance?
— Fico feliz em saber que não. — Sorriu e passou os braços pelo pescoço dele, o que não era muito fácil devido sua diferença de altura. Aproveitando o movimento, Mingi a puxou para mais perto ficando com seus corpos próximos, um seguindo o movimento do outro.
A música era um pouco mais alta ali. A garota tinha os olhos fechados enquanto curtia a música e cantarolava a letra em inglês. Mingi, por outro lado, a observava, ela era mais solta do que parecia quando conversavam por mensagem. Não ficava pisando em ovos pensando no que dizer ou no que seria adequado já que era tecnicamente seu primeiro encontro.
percebeu que ele a observava e o encarou de volta, passando a rebolar um pouco mais, deixando seu corpo mais próximo ao dele. Em resposta, ele mordeu o lábio inferior e apertou levemente sua cintura, puxando-a ainda mais para perto, se isso ainda fosse possível. Com um sorriso nos lábios, ela se aproximou, encostando seu nariz no dele, como se o fosse beijar, mas recuou assim que a música acabou.
— Nossa, tá quente aqui! Vou ao banheiro rapidinho.
Ela saiu na frente, deixando-o completamente confuso na pista. Não demorou muito e ele a seguiu.
O corredor que passava para chegar à área dos banheiros era mais escuro, apenas com uma luz baixa iluminando o suficiente para ninguém cair. Logo ele a alcançou, segurou-a pelo braço e a encostou na parede, com cuidado para não machucar. Seus rostos agora estavam a milímetros de distância, seus olhos se encontraram. sentiu todo seu corpo se arrepiar com aquele movimento inesperado.
— Achou mesmo que ia me provocar e sair livre dessa? — Sua voz agora era baixa e ainda mais grave.
— Esperava mesmo que não. — Sorriu e deixou seu lábio mais perto do dele.
Com um sorriso ele selou seus lábios aos dela. O beijo era intenso, faíscas pareciam percorrer o corpo de ambos tamanho era o desejo por aquele momento. Esperavam por isso desde o dia que os flertes começaram.
As mãos de Mingi agora estavam uma nas costas da garota e a outra na sua cintura. Suas mãos eram grandes, ocupavam grande parte do torso da garota. tinha suas mãos entrelaçadas nos cabelos dele. Aqueles cabelos pretos e macios que ela sempre sonhou em tocar, agora estavam ali, entre seus dedos.
Separaram o beijo quando faltou o ar, ficaram por um tempo se encarando.
— Caralho, você vai me deixar maluco.
— Bom saber que tenho algum efeito sobre você, já que sabe que tem muito efeito sobre mim desde que nós nos conhecemos. — Ela sorriu e deu um selinho nele.
— Tá afim de sair daqui?
— Achei que nunca fosse perguntar.
Ela o segurou pela mão o arrastando para fora do estabelecimento.







Enquanto Mingi pedia um carro de aplicativo, aproveitou para mandar uma mensagem para a irmã.
“Estou saindo com o Mingi, não me espere, desculpa por te deixar sozinha.”
Sabia que a irmã iria entender, ela mesma sempre insistia que devia ser mais inconsequente e aproveitar mais a vida, e era o que ela faria hoje.
— Para onde vamos? — perguntou assim que entraram no carro.
— Para a minha casa, tudo bem pra você? O Yunho foi visitar os pais, estou sozinho.
— Então tudo ótimo por mim. — Sorriu e o puxou para outro beijo, dessa vez mais rápido, porém ainda assim, intenso.
A mão de Mingi agora repousava na coxa de , acariciando de leve com o polegar. Isso a fez sorrir, passou os braços ao redor do braço dele abraçando-o. A sintonia dos dois era incrível, parecia que se conheciam por anos, e que namoravam há muito tempo.
Não demorou muito e estavam no apartamento dele. O lugar era grande, e muito bem organizado.
— Seja bem-vinda. — Ele sorriu abrindo os braços.
— Obrigada. — sorriu. — Agora chega de enrolação e vem aqui.
Ela o puxou pela camisa e o beijou. Dessa vez, o beijo era mais calmo, porém cheio de desejo. Ele caminhou até sentir a parede atrás dela, encostando-a e a pegando no colo. entrelaçou as pernas envolta da cintura dele e os braços em seus ombros. Sentiu uma mão deslizando por suas coxas chegando até sua bunda, apertando em seguida, o que a fez soltar um leve gemido entre o beijo, o que pareceu deixar ele arrepiado.
Separaram o beijo já sem fôlego, mas não se soltaram. Mingi desceu os beijos pelo pescoço de , que jogou a cabeça para trás o dando passagem. Em um movimento rápido, desabotoou o harness da mulher, jogando-o no chão. Ainda com ela em seus braços, ele a levou até seu quarto, jogando-a com cuidado na cama. aproveitou a diferença de altura para abrir toda a camisa dele com um puxão forte, que o fez sorrir, e jogá—la longe. sorriu e tirou seu vestido, deixando à mostra a lingerie preta de renda que havia comprado para essa ocasião. Ele a olhou de cima a baixo algumas vezes e sorriu, mordendo o lábio.
— Você é muito gostosa.
— E você fala mais do que faz. Agora cala a boca e me beija.
Ela o puxou pelo cós da calça, ele segurou seus dois braços com uma única mão. Com a outra, tirou a calça, ficando apenas de cueca boxer preta. O beijo foi ficando cada vez mais intenso, suas línguas travavam uma batalha onde ambas saíram vencedoras. A mão que ele tinha livre, deslizava pelo corpo da garota a deixando arrepiada. Ela encerrou o beijo com uma mordida leve no lábio dele, o que o distraiu, possibilitando que ela invertesse as posições.
Era a vez dela ter o controle da situação. Tirou o sutiã, jogando-o em algum canto do quarto, se apoiou no peito de Mingi e começou a rebolar devagar, sentindo um volume em sua cueca aumentar. Ele soltou um gemido baixo e meio rouco, o que a deixou maluca e fez que rebolasse um pouco mais forte.
Ele a segurou pela cintura para que parasse com os movimentos. Seu rosto deixava claro que aquilo estava sendo demais. Ela sorriu e saiu de cima dele para que ambos pudessem tirar as últimas peças que sobraram. Sorriram um para o outro,e em um momento rápido e experiente, ele colocou a camisinha e estendeu a mão, chamando-a para retomar a posição em que estavam.
— Tem certeza que quer fazer isso? — ele perguntou com a voz baixa. Apesar de já ser tarde para parar com aquilo, ela achou uma atitude fofa da parte dele.
— Absoluta. — Sorriu e voltou para o colo de Mingi, selaram seus lábios mais uma vez.
Seus corpos colados estavam quentes. Aos poucos, o encaixou nela devagar, o que arrancou um gemido de ambos. Ela mantinha os movimentos lentos, para que ambos pudessem sentir cada segundo de prazer daquilo. Ele a segurava pela cintura de forma firme e ajudava com os movimentos, era como se já tivessem feito aquilo antes, se encaixavam perfeitamente.
apoiou os braços nos ombros largos do homem e começou a fazer movimentos mais rápidos e intensos. Os gemidos agora eram incontroláveis, ele acariciava os seios dela enquanto a admirava tendo o controle daquele ato.
Assim que ele sentiu que estavam perto de um ápice, inverteu as posições ficando por cima. Entrelaçou as mãos nas dela, deixando ao lado de sua cabeça, enquanto se movimentava de forma rápida, dando investidas fortes. Ela soltou suas mãos, levando-as para as costas do rapaz, cravando lá suas unhas, o que o fez soltar um gemido baixo e desacelerar um pouco o ritmo, o que pareceu ser ainda mais prazeroso para ela.
Voltou a dar beijos pelo pescoço dela, mas para ficar um pouco mais interessante, deixou um chupão próximo a clavícula, um lugar não muito visível. Voltou a acelerar os movimentos, o que levou os dois ao ápice ao mesmo tempo com gemidos altos e mais longos.
Ele se jogou ao lado dela na cama, a respiração totalmente ofegante. Viu que ela estava do mesmo jeito e a puxou para seu peito, que por sua vez o abraçou, escondendo o rosto em seu pescoço, sentindo o cheiro de seu perfume. Tentava memorizar ao máximo aquele cheiro e a sensação que sentia em seu corpo naquele momento.
Aos poucos, suas respirações foram voltando ao normal. Mingi acariciava o cabelo da garota lentamente.
— Isso foi… — ele começou a falar baixo.
— Incrível? — Ambos riram e ele concordou. — Tinha certeza de que você não era do tipo que só fala, que é bom de verdade.
— Ah é? Ficava pensando como seria transar comigo então, senhora ? — Ele se afastou um pouco para poder olhar o rosto da garota que agora estava corada.
— Meio difícil não pensar né, com o tanto de obscenidade que você faz no palco. — Ele deu uma gargalhada.
— Bom saber que algumas levam pra esse lado, deixa as coisas mais interessantes.
— Você é muito convencido. — Revirou os olhos.
— E você gosta mesmo assim.
— Infelizmente gosto mesmo. — Ela riu e se sentou na cama.
— Onde pensa que vai? — Ele a puxou para deitar de volta na cama.
— Não quer que eu vá embora não?
— Não ainda, não sou desses babacas que transa e depois manda a pessoa embora.
— Ufa, ainda bem. — Ela riu e ele a acompanhou. — Topa um segundo round? — sorriu mordendo o lábio inferior.
— Não precisa nem perguntar. — Sorriu e a puxou para um beijo.
Esse por sua vez não era mais tão faminto quanto antes — era mais calmo, como se quisesse saborear aquele momento. deslizou a mão pelo peito de Mingi até seu membro e, com movimentos leves, começou a masturbá-lo, arrancando um gemido baixo abafado pelo beijo. Ele entrelaçou sua mão nos cabelos dela, aprofundando o beijo.
Conforme os movimentos foram ficando mais rápidos, ele segurou sua mão para que ela parasse e a puxou para sentar em seu colo. lentamente o encaixou de novo nela, indo dessa vez até o fim com um único movimento, o que lhe tirou um gemido longo.
Mingi colocou a mão em suas costas, dando apoio enquanto começava com movimentos lentos. Ele por sua vez, desceu os beijos pelo pescoço chegando até o seio, e a olhou para ver se ela também o encarava. Quando percebeu que sim, sorriu e passou a língua pelo mamilo dela, o que a fez jogar a cabeça para trás soltando um gemido baixo e agarrar os cabelos dele em seguida. Ele agora, acariciava um dos seios e quando sugava levemente o outro. Aquilo pareceu deixar ainda mais sedenta por ele, aumentando o ritmo dos movimentos, o que o fez soltar um gemido abafado.
Ele a abraçou pela cintura e começou a acompanhar os movimentos dela, os dois estavam em perfeita sincronia. Ela passou os braços pelos ombros dele, ficando com seus rostos próximos, se olhando enquanto chegavam pela segunda vez ao ápice com gemidos dessa vez mais baixos e longos.
Eles se jogaram na cama, ele a manteve em cima de seu peito enquanto acariciava suas costas. Nada precisava ser dito, as respirações se normalizando já eram reconfortantes o bastante.
Mingi se pegou pensando no quanto aquilo parecia maluquice, como poderia uma pessoa que ele conheceu há tão pouco tempo se encaixar perfeitamente nele? Era algo que nunca tinha experimentado, ficou feliz por ter tomado a iniciativa naquele dia.
— Acho que estou ficando com fome — ela disse o tirando de seus pensamentos e o fazendo rir.
— Quer sair para comer um ramen?
— Essa hora? Não deve ter mais nada aberto.
— Claro que tem, tem uma lojinha de conveniência 24 horas aqui perto. Lá tem como fazer e comer ramen, podemos ir.
— Tem certeza? Não quero te atrapalhar.
— Deixa disso, pode ir tomar um banho, depois eu também tomo e nós vamos. E se quiser ir embora, te levo depois que a gente comer.
— Tudo bem então. — Ela sorriu pegando suas roupas do chão.
— Vou pegar uma toalha pra você. — Ele sorriu indo até o closet. — Aqui. — Entregou a ela uma toalha branca que parecia nova e com cheirinho de amaciante.
— Obrigada Mingi, prometo que não demoro. — Sorriu e caminhou para o banheiro que ficava no quarto.
Enquanto ela tomava banho, ele separou uma calça jeans preta e uma camiseta da mesma cor. Afinal, sua camisa deve ter perdido alguns botões, esse pensamento o fez rir. Separou também um casaco para ele e um moletom que já não usava mais para . Afinal, já passava das 3h da manhã, devia estar frio lá fora.
Não demorou muito, voltou para o quarto com o cabelo preso em um rabo de cavalo e a mesma roupa que usava antes.
— Obrigada por me emprestar seu banheiro, o chuveiro é ótimo. — Os dois riram. — Deixei a toalha esticada em um cantinho, se quiser posso levar pra lavar em casa.
— Deixa disso, não esquenta. — Ele sorriu. — Vou tomar um banho também rapidinho. Deixei um moletom pra você colocar, deve estar frio lá fora. Eu ia te oferecer uma calça, mas não ia dar muito certo.
— Tá me chamando de baixinha, seu gigante? — Fingiu estar ofendida, o que o fez rir.
— Não dá pra negar a diferença de tamanho né, mas se ficar com frio, pegamos as coisas e comemos aqui.
— Tudo bem, relaxa. — Sorriu se sentando na cama.
— Eu já volto. — Ele sorriu, pegou a roupa que estava encima da cama e seguiu para o banheiro.
aproveitou para checar seu celular, nele havia uma mensagem de sua irmã.
“Relaxa, . Aproveita a noite, realize todas suas fantasias. Não perde tempo não, me deixa orgulhosa!”
caiu na gargalhada. Essa era a mensagem mais Gaby que ela poderia receber. A irmã ficaria feliz em saber que ela realmente fez o que ela havia desejado. Logo Mingi saiu do banho, o cabelo ainda meio molhado e a camisa pendurada no ombro, o peitoral malhado à mostra; se perdeu naquela visão por um tempo.
— Tira uma foto que dura mais — ele disse segurando a risada.
— Não vale usar meu ditado contra mim! — Eles riram. — Mas bem que eu queria poder tirar uma foto sua assim…
— Fica à vontade, te mando uma NDA depois pra ter certeza que nunca vai postar isso. — Ele riu.
— Tentadora essa oferta, eu assinaria o que você quisesse por tudo isso.
— Tira uma minha que eu tiro uma sua.
— Combinado. — Ela sorriu e apontou o celular para ele, que flexionou os músculos a fazendo rir. — Não, assim não, quero uma espontânea!
— Mas aí eu faço o que?
— Só fica aí sendo lindo. — Isso o fez rir e foi aí que conseguiu a foto perfeita. — Viu, ficou perfeita. — Ela sorriu e o mostrou.
— Agora sua vez! — Ele pegou o celular no bolso da calça.
— Espera, preciso fazer valer a pena então. — Ela soltou os cabelos e tirou o vestido, se ajoelhou na cama puxando o edredom para cobrir suas pernas e calcinha.
— Você sabe mesmo como fazer as oportunidades valerem a pena. — Ele riu e tirou uma foto dela também rindo, em seguida, ela ficou mais séria com um leve sorriso e encarava a câmera, então ele tirou outra. — Ficou perfeita. — Sorriu.
— Pelo menos alguma prova de que tudo isso não passou de um sonho agora eu tenho — disse enquanto colocava o vestido de volta.
— Um sonho bem erótico, diga—se de passagem. — Ele riu e ela o acompanhou.
— Um dos que não vou esquecer por muitos e muitos anos. — Sorriu e vestiu o moletom que ele havia emprestado. Ficou um pouco maior que seu vestido, o que fez os dois rir.
— Viu, você é baixinha.
— Você que é um gigante. — Deu um leve tapa nele com a manga que sobrava do moletom.
— Vamos comer? Tudo bem para você irmos a pé?
— Por mim tudo bem, mas é pra você? Não tem problema sair andando por aí comigo?
— Relaxa, aqui a galera trata a gente como qualquer pessoa, e a essa hora essa região é tranquila.
— Então vamos. — Sorriu e pegou sua bolsa.
Mingi a segurou pela mão e saíram pelas ruas. Quem os visse de longe, acreditaria que eram um casal, e nenhum deles se importava com isso. Foram conversando sobre assuntos aleatórios até lá, ele sempre perguntava mais sobre a vida de , queria mesmo saber mais sobre ela.
Logo chegaram na loja que como sempre, estava vazia com exceção do funcionário do caixa. Fizeram seus ramens e se sentaram num balcão ao lado da loja que os deixava de frente para a parede de vidro, possibilitando a eles olharem a rua.
— Acho que esse é o melhor ramen que eu já comi na minha vida — disse de boca cheia, fazendo-o rir.
— Acho que você que estava com fome, isso sim.
— Pode ser também. — Eles riram.
— Você vem muito aqui?
— Nessa loja? Quase sempre. Muitas vezes os ensaios e gravações acabam tarde, e aí já não tem mais restaurantes fazendo entrega, então essa loja está sempre salvando nossa vida.
— Deve ser uma vida bem corrida e difícil a sua.
— Não vou mentir, não é fácil mesmo, mas quando subo num palco, tudo vale a pena. — Ele sorriu.
— É muito bom saber disso. — Retribuiu o sorriso.
Continuaram comendo e conversando sobre preferências de filmes, músicas e animes, eles tinham bastante gostos em comum. Assim que terminaram de comer, limparam tudo e saíram da loja.
— Acho que vou embora. Já passou das 4h, já te incomodei demais.
— Para de falar isso! Amanhã é dia de folga, está tudo bem.
— Mesmo assim, você precisa descansar! Vou pedir um carro.
— Eu te levo, você tá ficando longe daqui?
— Não, é meio perto. E você bebeu, nada de dirigir assim!
— Eu nem bebi direito! E não ia te levar de carro, ia te perguntar se queria ir andando, assim podemos conversar mais um pouco.
— Por mim está ótimo. — Sorriu.
— Ótimo, então vamos!
Ela lhe disse o endereço e caminharam lado a lado conversando. O clima não estava tão gelado para a sorte de . Era verão na Coreia, nada comparado ao verão brasileiro, mas era melhor que inverno.
— Vai ficar mais quanto tempo por aqui?
— Vamos embora na sexta, infelizmente, já faz algumas semanas que estamos por aqui.
— Que pena, queria poder te encontrar mais vezes. — Ele fez um bico. subiu na calçada, olhou para os lados e deu um selinho rápido.
— Também queria, mas prefiro não falar sobre isso agora, me deixa triste. — Ela fez uma careta.
— Me desculpa por isso, não queria te deixar mal. — Ele segurou sua mão com um pouco de preocupação no olhar.
— Está tudo bem, Mingi, não se preocupa. — Sorriram e continuaram andando pelo caminho. — Se eu soubesse que você morava por aqui tinha tentado te encontrar antes. — Ele riu.
— Não sou muito de andar por aqui, não teria sido tão fácil quanto foi como nos conhecemos.
— Realmente, até hoje não acredito no que aconteceu.
— Por que? Fui exagerado demais?
— Não, eu nem sabia que conseguiria ir no show de vocês aqui, muito menos que no meio de milhares de pessoas, você ia notar logo eu ali parada.
— Você estava linda. E eu não sei explicar, mas algo em você me chamou atenção logo que entrei e te vi. Acho que o destino sabia que seria uma ótima escolha.
— Foi mesmo, uma das coisas mais loucas e mais incríveis também que já me aconteceram. — Ela sorriu e segurou a mão dele.
— Digo o mesmo sobre isso. — Deu um beijo nas costas da mão dela.
Continuaram caminhando por mais algumas quadras até chegar na casa em que estava hospedada.
— Bom, chegamos.
— Infelizmente. — Ele fez bico a fazendo rir.
— Obrigada pela noite incrível, nunca vou me esquecer disso. — Sorriu e ele a abraçou pela cintura.
— Obrigado pela companhia e pelo melhor sexo da minha vida. — Essa segunda parte ele sussurrou no ouvido de que se arrepiou e riu.
— Realmente, tenho que concordar com isso. — Ela sorriu e passou os braços pelos ombros dele, que estava no meio feio enquanto ela estava encima da calçada, o que equilibrava um pouco a diferença de altura dos dois.
— Posso te dar um último beijo? — ela perguntou baixo com o rosto próximo ao dele.
— Deve. — Ele sorriu e a puxou para perto selando seus lábios.
O beijo era lento e levemente intenso, tinha um pouco de todos os sentimentos daquela noite. Suas línguas se movimentavam em perfeita sincronia, como tudo entre eles. O beijo agora era intenso, as mãos de nos cabelos de Mingi o puxavam para perto como se quisessem dizer “por favor não vá”, e as mãos dele em sua cintura não diziam algo diferente disso. Mas infelizmente o beijo foi partido quando faltou o ar.
— Nossa, vai ser difícil esquecer isso — ele disse ainda meio ofegante.
— Fico feliz em saber que não serei só mais uma esquecível.
— Jamais, nem tem como. — Ele sorriu e deu um selinho nela.
— Obrigada por hoje, obrigada por ter gostado de mim a esse ponto. — Ela sorriu acariciando a nuca do rapaz.
— Obrigado por ter aceitado todos meus convites e investidas. Você é incrível, não esquece disso. — Ele sorriu e deu um selinho nela.
— Acho que é um adeus então.
— Prefiro acreditar que é um até logo. quando for para o Brasil de novo, pode ter certeza que te mandarei mensagem.
— E pode ter certeza que estarei pronta pra aceitar qualquer convite seu. — Sorriram um para o outro.
— Entra, está ficando frio.
— Verdade, seu moletom. — Começou tirar a blusa mas foi impedida pela mão de Mingi segurando a dela.
— Pode ficar, de lembrança para você. — Ele sorriu.
— Obrigada por isso. Vai voltar sozinho?
— Não, vou pedir um carro, pode ficar tranquila!
— Eu acho bom não estar mentindo pra mim! Vou ficar ali na janela vendo se vai mesmo de carro.
— Pode ficar tranquila, não vou mentir para você. Agora vai, entra!
— Até mais, Mingi.
— Até mais, .
Sorriram e acenaram um para o outro, ele a esperou entrar na casa e ela ficou mesmo na janela esperando ele ir embora de carro.
se sentia nas nuvens. Aquilo tinha sido tudo mais do que um dia havia sonhado. Parecia estar vivendo um controle de fadas, a fanfic perfeita, e o melhor de tudo, aquele moletom quentinho e com o perfume dele, não a deixaria esquecer que nada daquilo havia sido um sonho, mas sim, a realidade. A mais incrível realidade que ela já havia presenciado.




FIM.


Nota da autora: Obrigada por ter chegado até aqui! Espero que você tenha gostado dessa história! Ela nasceu de um surto após ver alguns vídeos desse demônio chamado Mingi, mas me diverti muito escrevendo ela! Espero que tenha sido tão divertido pra você que leu quanto foi para mim escrever!
Não esqueça de deixar nos comentários o que achou da história, ou me mande um tweet pelo @poynterofviewx, quero muito saber a sua opinião sobre essa história! Me acompanhe também pelo instagram @jessiescreve que lá estou sempre postando conteúdos relacionados as fics tanto antigas quanto novas!
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Railway
Birds Of A Feather
Florida!!!
Violet Chemistry
Call It Fate, Call It Karma
Drama Club

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