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Independente do Cosmos💫
Última Atualização: 08/05/2026⏳

A interação eletrostática entre duas cargas é determinada pelo produto de suas magnitudes e pela distância entre elas. Opostas se atraem, iguais se repelem. A intensidade dessa força cresce com o aumento das cargas e com a diminuição da separação.




— Vou deixá-la entrar só dessa vez, senhorita . — Tentei sorrir quando o Sr. Moseby me deu uma bronca em frente à classe de física inteira.
Queria dizer que a culpa do atraso eram assuntos do próprio colégio, mas sabia que um homem tão pragmático quanto ele nunca entenderia algo sobre arte. Em vez disso, fui em direção à minha cadeira de sempre, ao lado direito da sala, perto da janela, rodeada pelas minhas três melhores amigas: Taylor, Camille e Zoe.
— Desculpa o atraso, Sr. Moseby. — Escutei uma voz ofegante assim que sentei, virando-me para a figura que acabara de entrar.
— Mas será possível que vocês esqueceram a existência do relógio hoje?! — Observei o rosto quase simpático do professor virar uma carranca assim que encarou . — Não vou mais tolerar isso! Aliás…
Era possível ver as engrenagens no cérebro dele se moverem rapidamente ao largar a posição em frente ao quadro para encarar a turma inteira.
Não tem como vir algo bom disso.
— Para deixar claro o quanto prezo pela pontualidade: e ficarão em detenção hoje.
— Mas, senhor… — começamos, em uníssono, mas fomos interrompidos quando ele levantou o dedo.
— Não quero ouvir reclamações, ou serei obrigado a aumentar mais alguns dias. Garoto, vá se sentar.
O sorriso vitorioso que Sr. Moseby exibiu, fez-me querer xingá-lo na frente de todos os colegas. Em vez disso, observei a movimentação de até a cadeira, do outro lado da sala, desejando que ele tropeçasse e caísse antes mesmo de conseguir se sentar.
Eu não estaria naquela situação se ele não fosse incapaz de chegar no horário. Agora teria que adiar todos os meus compromissos depois da aula para dividir mais uma hora com um jogador de beisebol — o pior pesadelo possível.
E, como se não bastasse, horas depois eu estava sentada no refeitório do colégio, tentando ignorar a conversa elétrica das minhas amigas sobre quererem estar no meu lugar.
Duvidava.
Ninguém ia querer ficar em detenção.
Existiam muitas coisas que éramos obrigadas a superar se quiséssemos manter uma boa amizade — e, no caso da nossa, com certeza era a paixão avassaladora que elas tinham por beisebol. Não as culpava. Estávamos em Atlanta; naquela cidade, era impossível não ter visto um jogo sequer. A cidade inteira praticamente parava quando o Atlanta Braves entrava em campo.
Eu, por outro lado, tentava rever minha lista de afazeres, anotando todas as tarefas que precisaria delegar para cumprir o horário extra.
Suspirei, indignada com o meu destino.
— Se eu não for pro baile por causa de um jogador de beisebol, juro que me mato.
— Você disse isso no ano passado também, Camille — rebati, riscando mais um item da lista do comitê. A sensação de completar cada ponto do checklist me deixava radiante. Pelo menos isso, aquela detenção ridícula não iria tirar de mim.
— E continua viva, o que é uma pena — completou Taylor, dando uma garfada no próprio almoço.
— Mas esse é o nosso último ano, tem que ser o melhor baile de todos. — Ela brincava com os cachos, enrolando-os no dedo.
— Graças a mim, que tenho mil coisas pra resolver e ainda sou obrigada a ouvir vocês só falarem de jogador.
— E o seu par para o baile? Já pensou nisso? — O sorriso diabólico de Taylor era irritante. Na verdade, eu sabia que ela estava fazendo de propósito.
— Não tenho tempo pra isso agora, quem sabe mais pra frente. — Dei de ombros, antes de começar a almoçar. — Aliás, romance dá dor de cabeça, ainda mais com jogador de beisebol.
— Já que você gosta tanto de organizar, podia usar seus superpoderes de líder do comitê e dar uma ajudinha, né?
— Que tipo de ajuda, Zoe? — Encarei-a, confusa, e percebi a malícia quando ela lambeu os lábios. Conhecia aquele movimento. Nada de bom vinha depois dele.
— Tipo… fazer os meninos chamarem a gente? — ela ergueu uma sobrancelha.
— Vocês querem que eu seja… o cupido de vocês?
— Só até o fim do baile — disse Zoe.
— Só até o pedido acontecer — continuou Taylor.
— Só até você parar de ser tão ranzinza — completou Camille.
— Ok, então quer dizer que agora, além de organizar o baile, eu tenho que organizar a vida amorosa de vocês também?
— Não é bem amorosa… Pode dar só um empurrãozinho.
Dei uma risada forçada, negando com a cabeça. Elas não podiam estar falando sério.
— Eu até cogitaria isso — pensei, sabendo muito bem que não cogitaria — se não tivesse que passar mais uma hora presa numa sala por conta de uma ideia genial sobre o baile, que me fez me atrasar.
— Não se sinta mal, . Eu sei que ele está bem ruim em física, isso parece uma espécie de vingança do Sr. Moseby — Zoe sussurrou a última parte, como se estivesse contando a maior fofoca de todos os tempos. Revirei os olhos, mastigando devagar. Eu não precisava de consolo.
— Ouvi dizer que o treinador queria que ele melhorasse a nota, ou seria deixado de fora das finais.
— Pra isso, vai ter que aprender a chegar no horário. — Eu queria esmagar o crânio dele do mesmo jeito que fazia com as batatinhas cozidas.
— E ele precisa melhorar, é o melhor rebatedor que temos.
Eu já estava pronta para soltar mais alguma acidez quando ouvi meu nome sendo anunciado nos alto-falantes do colégio. Recolhi minha bagunça às pressas e me dirigi à sala do orientador educacional.
Nada no mundo teria me preparado para o que ouvi dentro daquele cubículo de 9 m² que ele chamava de sala. Cada palavra dita por aquele homem jogava ainda mais lenha na minha raiva — algo que só percebi quando amassei o bloco de notas em minha mão.
— Eu não tenho tempo para isso, Sr. Moseby. — Engoli seco, tentando controlar minhas emoções, quando na verdade queria era gritar. — Com todos os preparativos para o baile, a detenção…
— Baile, baile e baile… — interrompeu-me, aproximando-se ainda mais da mesa, parecendo impaciente. Daquela forma, ele parecia muito mais intimidador.
Quentin Moseby não era um homem alto. Estatura média, cabelo começando a ficar grisalho e exibia uma barriga de chopp por meio dos ternos bem passados que usava. Então não era uma figura imponente, mesmo que tentasse muito. O que intimidava mesmo era seu currículo.
Ele tinha se formado naquele mesmo colégio, e com honras — ele gostava de se gabar sobre isso —, por isso tinha sido a pessoa ideal que escolhi para me ajudar com a bolsa da faculdade. Por ter doutorado, tinha contatos e prestígio dentro do Instituto de Tecnologia da Geórgia, mas ele não entendia metade das coisas que eu gostava de fazer, então era obrigada a ceder certos caprichos seus para que não classificasse minha paixão por outras coisas como "perda de tempo".
— Srta. , a detenção constará no histórico escolar e você é uma menina superinteligente. Por isso, concordei com o que me sugeriu. Acho que será proveitoso para ambos.
Ele devia estar maluco para concordar com qualquer coisa que aquele garoto dizia, ele sequer era um aluno descente. E olha que Quentin também classificava beisebol como perca de tempo.
— Veja como uma oportunidade. Reorganizar seus horários será melhor do que ter algum histórico ruim no seu currículo, não acha?
Concordei contra minha vontade, não acreditava que aquilo seria um problema real. Quer dizer, uma detenção por atraso não faria muita diferença, mas era quase que uma regra não discutir com orientador.
Antes eu tivesse escolhido a professora de artes.
Assim que fui liberada, atravessei o colégio como um furacão para o lugar que não queria estar: no campo de beisebol. Ou melhor, para o vestiário do campo de beisebol.
Gostaria de registrar que, em condições normais, isso nunca teria acontecido.
Ou teria, não sei.
Assim que entrei no ambiente, encontrei cerca de seis garotos conversando, e fui recebida por uma série de assobios enquanto procurava meu alvo principal. Encontrei-o de frente para mim, próximo ao armário, falando com outro jogador. Ignorei todos os chiados ao redor, determinada a estrangular aquele cretino, empurrando-o pelo peito e fazendo-o bater as costas no armário atrás de si.
As mãos do garoto seguraram o nó da toalha com rapidez, e só então notei como ele estava vestido — ou a falta de vestimenta. Tentei não olhar para baixo, mantendo os olhos fixos nos dele. Seus cachos curtos estavam molhados, escorrendo gotículas de água que se espalhavam pelo corpo inteiro.
Que condenação.
— Está maluca?
— Qualquer pessoa que não tivesse o sobrenome deve sair imediatamente — disse em voz alta, sem quebrar o contato visual com o rapaz à minha frente. Notei seus olhos arregalados se transformarem em um sorriso largo, e a vontade de amassá-lo como batatinhas me invadiu novamente.
Percebi os passos apressados e, mesmo entre piadinhas, os outros foram saindo.
— Se queria me ver pelado, era só dizer, .
— Irônico esse comentário vindo da pessoa que implorou pra ter mais tempo comigo! Se não fosse por você, eu não estaria nem em detenção. — Soltei-o, tomando consciência da proximidade em que estávamos, começando a andar de um lado para o outro.
— Mas, justamente por mim, agora não está mais. Então, a que devo a sua presença? — Ele se virou para pegar alguma peça de roupa no armário, e eu dei graças a Deus, tentando não encará-lo demais.
— Você só se esqueceu que vou ter que bancar sua professora particular!
Eu sabia que minha voz estava alterada naquele ponto, mas não poderia me importar menos. Como uma boa aluna, aprendi rapidamente que estar no mesmo ambiente que elevava meus níveis de estresse em segundos.
— Olha, você não precisa me ajudar com nada, ok? Foi só um acordo que consegui fazer com o Sr. Moseby para não perder os treinos. Vou estudar em casa para aumentar a nota e você tem todo tempo do mundo para fazer o que quiser.
— Se você conseguisse aumentar a nota sozinho, já teria feito isso.
— Oush… — A maneira dramática como ele levou a mão ao peito, como se tivesse levado um tiro, denunciou o quão ofendido estava. Ainda assim, levantei a mão, interrompendo-o.
— E o Sr. Moseby era quem vai escrever minha carta de recomendação para a bolsa da faculdade, então nós temos um problema. — Respirei fundo, voltando a andar em círculos.
Lembrei da conversa com as meninas no almoço. Era loucura cogitar aquilo, mas, se eu seria obrigada a conviver com aquele garoto por mais algumas horas semanais e ajudá-lo a se manter no time, ele teria que fazer alguma coisa por mim. Eu sabia o quê, claro — resolver problemas era minha especialidade —, mas havia o potencial de isso dar errado.
Encarei-o novamente, calculando minhas próximas palavras.
— Tenho uma proposta para fazer isso funcionar.
— Não vou te dar lições para dar em cima de alguém. — Ele voltou a mexer em algo no armário, de costa pra mim. Meu deus, perderia meu réu primário fácil.
— Como é que é?!
— Tipo nos filmes, sabe?
— Cala a boca! — esbrabejei. Só que, quando virou em minha direção novamente, notei o sorriso que exibia. É claro que aquele canalha estava se divertindo com toda a situação. — Preciso que me ajude a juntar alguns jogadores como minhas amigas.
— Meu deus! Isso é muito pior. — passou as mãos pelo rosto, rapidamente, parecendo desacreditado no que ouviu.
Eu não estava crendo nas palavras que proferi.
— É pegar ou largar! Sei que se não recuperar sua nota vai ter que sair do time nos próximos jogos.
— E a solução é ter que bancar o casamenteiro?
Nós vamos. Maluca vou estar se deixar você cuidar disso sozinho. Estamos de acordo?
Ele revirou os olhos, ignorando a provocação, aproximando-se para pegar na mão que estendi.
— Estamos. Agora pode sair ou vou ter que abrir essa toalha na sua frente?





— Como assim ela tirou todos os jogadores do vestiário? — Darius perguntou assim que nos encontramos no refeitório do colégio.
No outro dia, a invasão de ao vestiário masculino já estava sendo compartilhada por todos os canais de comunicação existentes. Para algumas meninas, já era quase como uma lenda por “ter expulsado todos os jogadores de um lugar em que ela não deveria estar”. Aquele colégio me cansava às vezes.
— O que foi que aconteceu lá dentro, hein? — Kwame me cutucou por debaixo da mesa, abrindo o sorriso malicioso. Revirei os olhos como resposta.
— Ela só queria tirar satisfação por conta da detenção, não teve nada demais. — Dei os ombros, focando em terminar meu almoço.
— E precisava mesmo entrar no vestiário para isso? Ela poderia ter esperado do lado de fora… — Eric estava com olhos semicerrados, como se desconfiasse da minha palavra. Queria rir, mas me controlei.
— Eu ouvi dizer que você ainda estava de toalha… — Darius comentou, testando minha paciência.
Não me importava tanto com os boatos sobre isso. Todos sabiam que não tinha acontecido nada demais; se ela passou cinco minutos lá dentro, foi muito. Apesar de Darius e Eric não estarem mais por lá, Eric viu exatamente o momento em que entrou e saiu. Não tinha por que fingirem estar especulando alguma coisa a mais.
— Acho que é só uma atitude do furacão . Não me parece muito paciente — falei, esperando que encerrassem o assunto. Maldito fosse um horário de almoço tão logo.
— Uma pena, vocês até que ficariam bonitinhos juntos. — Quase cuspi meu suco quando escutei aquilo. Não consigo imaginar como estar no mesmo espaço que ela, sem que tentasse cortar minha cabeça fora.
— Se acha tão bonita, por que não a convida para o baile, Darius? — devolvi, começando a me irritar com aquela conversa.
Ele deu os ombros e passou a encarar uma das mesas do refeitório, especificamente uma das mais perto da saída, na qual estavam e as amigas com quem andava sempre. Elas pareciam conversar sobre algo que as deixou eufóricas.
— Ela eu deixo para você, entretanto… — Ele levantou o dedo em minha direção. — Eu acho as amigas dela muito bonitas também.
Disso eu já sabia.
Quando comentou sobre o plano de fazer os jogadores convidá-las para o baile, aceitei porque sabia que essa parte seria fácil. Não que os três morressem de amores pelas garotas — quase todas as garotas do colégio dariam para fazer funcionar o plano —, mas as três eram bastante atraentes e eles já tinham comentado sobre isso uma hora ou outra.
Convencê-los a convidá-las para o baile tão em cima da hora seria um pequeno empecilho. Essas festas já não eram uma das coisas mais importantes como eram no passado, pelo menos não entre os garotos solteiros, por isso ligávamos pouco para a necessidade de irmos acompanhados, mas ter alguém do nosso lado em um evento assim até que seria muito bem-vindo. Até porque, mesmo ligando pouco, ainda era O evento anual.
Por isso passei a noite martelando algo para sugerir, que pelo menos tentassem se aproximar.
O maior problema mesmo seria ela me fazer entender física. E eu precisava muito aumentar essa nota; o treinador estava pegando no meu pé por causa dos estaduais; o colégio só liberava alunos que tinham notas boas.
Relaxe a postura na cadeira, estudando-as discretamente por cima dos ombros de Kwame.
— A Camille parece ser bastante engraçada, por que não a convida para sair? — sugeri.
Já tinha feito todas as combinações na minha mente, após passar algumas horas investigando o Instagram das três. Precisava entender qual delas combinava com meus amigos. E Camille costumava repostar trends engraçadinhas, coisas que combinavam com o humor de Darius, por isso decretei o match perfeito para a primeira tentativa.
— Não sei não, cara… — respondeu-me, revezando o olhar entre elas e mim.
— Se der errado, é só procurar outra garota depois.
— Posso pensar sobre isso…
— E você, vai convidar a , então? — Kwame precisava trazer o assunto de novo.
Fechei a cara. Isso jamais aconteceria.
— Não estamos fazendo acordos. Se vocês acham que são boas pretendentes, acredito que o baile é uma oportunidade para começar.
Falando daquele jeito, parecia estar bolando um plano de casamento no alto da aristocracia britânica.
— E por que ficou tão interessado nisso de marcar encontro agora? — Eric me lançou mais um dos seus olhares desconfiados. — Você nem liga para essas coisas.
— Vocês que começaram com esse assunto, só estou comentando também.

Quando o meu lado do acordo começou a ganhar forma, precisei ter certeza de que o outro lado iria andar também. Sendo assim, no momento em que o sino soou para encerrar as aulas, apressei-me para encontrar .
Nós fazíamos muitas poucas aulas juntos, a maioria sendo exatas, então não tinha certeza de onde encontrá-la, mas arrisquei a sorte no departamento de artes. Não queria afirmar que era previsível, mas, assim que pisei daquele lado do colégio, avistei o movimento dos cachos enquanto andava rapidamente.
Digitava alguma coisa no celular quando a interceptei no meio do corredor vazio. Corri para ficar em sua frente e, como não reparou, acabou esbarrando no meu peitoral, quase derrubando o aparelho. Notei o pedido de desculpas ficar preso em sua garganta quando seus belíssimos olhos castanhos se encontraram com os meus, identificando quem era a pessoa que atrapalhava o percurso.
— Você perdeu a noção? — Dei os ombros como resposta e ri assim que as sobrancelhas femininas se uniram.
irritada era uma versão engraçadinha.
— Precisava falar com você — justifiquei.
— E não tem boca para chamar? — Cruzou os braços, impaciente. — O que você quer agora? Já não basta o colégio inteiro estar inventando mentiras?
— Veja só se não são as consequências dos seus próprios atos. — Cruzei os braços também, ficando na defensiva.
Eu só queria dar boas notícias.
— Nós temos um acordo, esqueceu? Vim compartilhar meus avanços.
— Você conhece isso aqui? — Balançou o aparelho em que digitava há pouco tempo. — É uma inovação tecnológica chamada celular; dá até pra mandar mensagem, sabia? Não precisa ficar vindo atrás de mim; já estão fofocando o suficiente.
Rolei os olhos. Não imaginava que fosse ser tão sensível a boatos ridículos.
— Prefiro falar pessoalmente.
— Então fala logo. — A fala entre os dentes daria arrepios se eu não estivesse achando graça.
— Darius vai chamar Camille para sair, então já podemos começar a estudar — fiz uma pausa dramática — Juntinhos.
— Você é patético. — Balançou a cabeça, tentando esconder o sorriso que brotara nos lábios.
— Podemos marcar na biblioteca?
Quando ele a convidar para sair — enfatizou —, nós marcaremos as aulas. Assim saberei que está me falando a verdade.
Ergui uma das sobrancelhas. Ela falava sério?
Me lançou mais um dos sorrisinhos debochados, chamando minha atenção para aquela área carnuda e perigosa. Uma pequena vontade de dar uma mordidinha. Mas logo recobrei uma compostura.
— Você acha que eu mentiria?
— Não boto minha mão no fogo por nenhum atleta. — Aproximou-se um pouco mais, ainda de braços cruzados.
— Assim você até me insulta! — Coloquei a mão no peito, fazendo um teatrinho, segurando o riso quando ela revirou os olhos. Percebi que se segurava para não sorrir ao morder os lábios. — Não tenho muito tempo, .
— É por sua causa que estamos nessa posição, por isso faremos as coisas do meu jeito. — Aproximou-se ainda mais, estufando o peito, como se quisesse me chamar para um duelo.
Ela era alguns bons centímetros mais baixa, mas não desviava o olhar um segundo sequer. Aquela intimidade toda, mantendo acesa a lembrança do aroma adocicado do perfume que usava, estava se tornando arriscada. A pele encostada por cima da camisa, causando-me um formigamento estranho.
Ficou na ponta dos pés antes de dar a cartada final, sussurrando: — Então, , quando tiver alguma atualização do caso, entrarei em contato por mensagem, explicando quando será o nosso encontro. Até lá, esqueça que existo.
— Cuidado, alguém pode nos ver e vão acreditar ainda mais que expulsou todos os jogadores só para me ver nu — sussurrei de volta. Também sabia brincar.
Mas ela riu, empurrando-me pelo peito ao se afastar.
— Mas nem se você implorasse por isso — disse, contornando-me para seguir o caminho que fazia quando a interrompi. — Te vejo por aí, .
Eu estava fodido.


Continua...



Qual o seu personagem favorito?


Nota da autora: Voltei!!! Depois de muitos meses sem atualizar, finalmente estou de volta!! Eu dei uma reescrita no Capitulo 01 e já trouxe logo o cap 02! Vou tentar manter as atualizações, pelo menos, a cada 15 dias! Espero que der tudo certo kkkkkk E se gostarem desse novo capitulo, não se esqueçam de comentar! Obrigada por lerem!!!!
menor que três, Gi.

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