Análise Cósmica #119
Analisada por: Cassiopeia
[Originais – Em Andamento]
Tropes: Relacionamento por Contrato | Enemies to Lovers
1- Por que ler a fanfic (I Got the) Power?
(I got the) Power tem uma premissa de uma fanfic vibe comédias românticas de sessão da tarde, onde a gente só precisa de um bom pote de sorvete e ficar na frente da TV para relaxar um pouco. Nesse caso, você só precisa do seu dispositivo de leitura do site favorito e abrir essa fanfic para terminá-la em uma tarde só. A autora mescla narração entre pontos de vistas alternado entre os protagonistas, o que, particularmente para mim, é um ponto bastante positivo, pois dá uma imersão mais profunda ao leitor sobre os pensamentos e sentimentos de cada um deles. E, claro, não há motivo maior que te convença a ler do que dois clichês deliciosos: enemies to lovers e relacionamento por contrato. Bônus que eles também são vizinhos e ele é praticamente encantado pela filha dela, o que meio que força a proximidade entre eles. Os dois são muitos diferentes, até no estilo de profissão; enquanto ele está em campanha política para ser eleito prefeito da cidade, ela é uma das maiores cerimonialistas de casamentos do país. Ela não aprova o estilo de política dele e ele quer entender um pouco mais sobre quem ela é, mesmo os dois se bicando o tempo todo. Mas, segundo o senso comum, os opostos se atraem, certo?
2- Quais os melhores momentos da história?
Quando você vai percebendo que ela está deixando os próprios muros de defesas caírem e passa a tratar ele um pouco melhor, ainda mais que ela aceitou ser a cerimonialista do casamento dele, mesmo havendo um certo tipo de conflitos. Também gosto muito da mudança do Hay em relação ao estilo de vida com as mulheres e de como ele trata a Ellie, filha da Olivia, o que faz os dois criarem uma amizade linda, como também gosto dessa construção da relação entre mãe e filha e o contraste sobre ela trabalhar demais e ainda tentar suprir a falta que a filha sente de passar um tempo com ela.
3- Cite seu quote favorito:
“— Quais são suas intenções políticas, candidato Tyler? — Até me assustei com a pergunta dela e me coloquei até mais ereto para responder.
— Você? Me perguntando sobre política? — Ela deu de ombros.
— Eu não preciso, mas gosto de escolher um representante para minha cidade. Tenho dinheiro para dar uma educação de qualidade para minha filha, um tratamento de saúde caso precise, mas não quero andar com um segurança colado em mim 24 horas por dia — ela falou com a voz calma, me olhando nos olhos.
— Você tocou nos três pontos principais da minha carreira. Como secretário de educação, eu já comecei alguns trabalhos focados na educação, mas meu pai sempre diz que não tem verba. Estamos vivendo em um momento terrível, mil dólares para tomar um soro? Isso é inaceitável, além da segurança que é inexistente. — Suspirei. — Eu quero focar toda ou boa parte da verba nesses três pilares, tanto que eu estou indo até em escolas fazer minha campanha, mesmo que a maioria dos alunos não possa votar. — Balancei a cabeça. — Mas eles têm que saber o que está acontecendo onde eles moram, eles são o nosso futuro. Olhe Ellie por exemplo, essa menina tem um futuro brilhante pela frente, imagina ela com um ateliê desses? — Ele olhou para mim. — Ok, Ellie nasceu em um berço de ouro, mas ela também pode fazer parte dessa mudança. Ela, lá na frente, pode dar emprego e capacitação para os que não possuem. Ela pode ser uma voz a ser ouvida, uma mudança ativa na sociedade. — Balancei a cabeça.
PONTOS DA CRITICISTA:Delfinn, é mais do que claro que você tem talento para escrita. Fica evidente a sua total criatividade e inspirações para a criação de (I got the) Power e ela tem muito potencial para muito mais. Os pontos de vista alternados coube muito bem nesse estilo de narração, no entanto, eu tenho uma pequena crítica construtiva que visa apenas melhorar a leitura para futuros leitores, que foi justamente o motivo de eu não ter dado as 5 estrelas. Eu diria para você ter um pouco mais de atenção à narração descritiva das ações entre os diálogos. Há muita pausa entre as falas e muita repetição em uma mesma linha de “ele falou”, “ela disse”, entre outros, o que torna a leitura cansativa. Também há muita ação que segue o diálogo, sem dar uma respiração narrativa. O trecho do quote citado acima é um exemplo claro disso, mas vou detalhar melhor. Por exemplo, há esse trecho:
“— Bem, como é o casamento de uma figura pública, eu acompanho boa parte das decisões, então conversaremos sempre. — Virei a página da agenda. — Mas vocês vão seguir por todas as etapas das decisões com meus funcionários e eu falarei com vocês quando achar necessário! — Eles confirmaram com a cabeça. — Isso pode acontecer aqui no escritório ou nos lugares que vocês verão, conhecerão, etc… — Eles confirmaram novamente. — Todos os participantes do casamento de vocês são parceiros confiáveis dessa empresa, então garantimos profissionalismo, discrição e comprometimento ao dia mais… — Balancei a cabeça. — Esquece.”
Nesse caso, esse trecho poderia se tornar:
“— Bem, como é o casamento de uma figura pública, eu acompanho boa parte das decisões, então conversaremos sempre. — Virei a página da agenda. — Mas vocês vão seguir por todas as etapas das decisões com meus funcionários e eu falarei com vocês quando achar necessário! Isso pode acontecer aqui no escritório ou nos lugares que vocês verão, conhecerão, etc… — Eles assentiram, concordando. — Todos os participantes do casamento de vocês são parceiros confiáveis dessa empresa, então garantimos profissionalismo, discrição e comprometimento ao dia mais… Esquece.
Balancei a cabeça, descartando a ideia.”
Isso deixa os diálogos mais limpos e claros, sem a necessidade de fala seguida de ação o tempo todo e não fica um trecho muito grande. Também diria que não há a necessidade de repetição de “ele disse/falou”, “ela disse/falou” o tempo todo, a indicação uma vez basta para acompanhar os diálogos. Aconselharia a buscar outras complementações narrativas, sinônimos ou adicioná-los à descrição narrativa, como o exemplo acima. Também adoraria ver um pouco mais sobre a proximidade de Hayden e Olivia, gostei muito da conversa deles na hora que ele estava experimentando os ternos. Isso ajuda os leitores a se aproximarem emocionalmente dos personagens, pois tive dificuldade de compreender um pouco o exato momento em que Olivia parecia estar apaixonada por ele, uma vez que há um capítulo atrás ela ainda declarava seu total desgosto por ele. No mais, espero que entenda a minha crítica construtiva apenas com o objetivo de melhorar a sua história, pois, como disse antes, ela tem muito potencial.

